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Zanin restabelece prisão de homem que recusou café alegando não querer ficar preto

Zanin restabelece condenação por injúria racial após homem dizer que não queria café para “não ficar da sua cor”

O ministro do STF, Cristiano Zanin. (Foto: Andre Borges / (EPA) EFE)
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  • O ministro Cristiano Zanin reestabeleceu a condenação por injúria racial a um homem que recusou comprar café oferecido por uma mulher negra, com comentário considerado racista.
  • O crime ocorreu em abril de 2019, quando a mulher tentava ajudar a amiga a vender o café; o réu afirmou que não queria a bebida “para não ficar da sua cor”.
  • O Tribunal de Justiça de São Paulo havia absolvido o homem por insuficiência de provas; Zanin cassou a decisão e manteve a sentença de primeira instância.
  • A pena prevista é de um ano, seis meses e vinte dias de reclusão, em regime aberto, acrescida de multa.
  • Na decisão, o ministro destacou o racismo recreativo e afirmou que a intenção de ofender não pode descaracterizar o crime, pois o conteúdo da fala já demonstraria injúria racial.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin restabeleceu uma condenação por injúria racial contra um homem que recusou comprar um café oferecido por uma mulher negra, em abril de 2019. O caso ocorreu em São Paulo, durante uma tentativa de venda de café.

A decisão reverteu o acórdão do Tribunal de Justiça de SP, que havia absolvido o réu por insuficiência de provas. Zanin considerou que houve ofensa racial mesmo sem intenção deliberada declarada.

O réu foi condenado a 1 ano, 6 meses e 20 dias de reclusão em regime aberto, além de multa. A defesa alegou que a fala foi uma brincadeira sem intenção de ofender, mas o ministro manteve a pena com base no conteúdo da declaração.

Contexto jurídico

Na decisão, Zanin apontou que a acusação enquadra-se no racismo recreativo, quando humor serve para reforçar preconceitos. O ministro argumentou que a proteção constitucional não deve depender da demonstração de intenção para caracterizar o crime.

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