- 47% dos brasileiros concordam com Lula sobre a influência de Flávio Bolsonaro na ameaça de sobretaxas dos EUA contra produtos brasileiros; 35% discordam, e 18% não responderam.
- 55% acreditam que tarifas de 25% teriam impacto negativo na vida ou na renda da família.
- 47% acham que Flávio Bolsonaro teve participação na decisão dos EUA de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas; 37% dizem que não houve influência, 16% não souberam responder.
- 60% defendem que o Brasil também classifique o PCC e o CV como organizações terroristas; 29% discordam e 11% não souberam responder.
- A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre 5 e 8 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança.
O levantamento da Quaest, divulgado nesta quarta-feira (10/6), mostra que 47% dos brasileiros atribuem influência de Flávio Bolsonaro nas decisões recentes do presidente dos EUA, Donald Trump. A pesquisa aborda a percepção sobre a ameaça de novas tarifas contra produtos brasileiros.
Segundo o estudo, 47% concordam mais com a versão de Lula sobre a possibilidade de sobretaxas. Lula atribui parte da deterioração das relações ao senador; 35% dizem que Flávio Bolsonaro não atuou para favorecer a medida e que defendeu a continuidade das condições comerciais. 18% não responderam.
Desdobramentos eleitorais e econômicos
A pesquisa também aponta preocupação com o tarifaço: 55% acreditam que tarifas de 25% teriam impacto negativo na vida de suas famílias. A proposta foi anunciada pelos EUA após investigação que apontou práticas brasileiras consideradas restritivas ao comércio, mas ainda não entrou em vigor.
Repercussão da classificação de organizações
O levantamento apura ainda a reação à decisão de classificar PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA. 63% já sabiam da medida; 36% tomaram conhecimento apenas na pesquisa. SobreFlávio Bolsonaro, 47% apontam participação na decisão americana; 37% discordam. 16% não souberam opinar.
Entre os brasileiros, 60% defendem a classificação das duas facções como terroristas no Brasil, 29% são contrários e 11% não responderam. A mesma pesquisa mostra divisão sobre a classificação brasileira, com 45% a favor, 45% contra e 10% sem resposta.
A Quaest ouviu 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais entre 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança. O estudo está registrado no TSE como BR-07661/2026.
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