- A candidatura de Flávio Bolsonaro passa por queda de apoio, mesmo após intervenção do ministro Kassio Nunes Marques para impedir divulgação da pesquisa AtlasIntel.
- A pesquisa aponta derretimento nas intenções de voto do senador após vazamento de áudio em que pedia dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.
- No PL, a análise interna se divide entre uma ala otimista, que aposta no hiato da Copa do Mundo para recuperar fôlego, e uma ala pessimista, que teme prejuízos à bancada e aos aliados.
- A sigla enfatiza que o tamanho da bancada facilita tempo de TV e recursos, e Flávio se tornou um problema para o partido segundo a visão de governabilidade.
- O setor financeiro, antes favorável a uma linha econômica de Flávio, passa a demonstrar desconfiança, exigindo ajuste fiscal sólido para apoiar qualquer candidato da direita.
O Plaideado pela campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta turbulência interna após a divulgação de pesquisas que mostraram queda de intenções de voto, associadas ao vazamento de um áudio em que o senador solicitava dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Mesmo com uma decisão do ministro Kassio Nunes Marques para proibir a divulgação da pesquisa AtlasIntel, o cenário de desempenho eleitoral segue desfavorável ao filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Dentro do Partido Liberal (PL), a percepção é de desânimo e divisão. Um grupo acredita que o hiato da Copa do Mundo, que começa neste sábado, pode ajudar Flávio a recuperar fôlego. Outra ala, mais realista, teme que a piora nas pesquisas atrapalhe a campanha de outros nomes da sigla e comprometa a bancada na Câmara.
A polarização interna também alcança o fortalecimento da atuação econômica do setor privado, com impactos na relação entre o partido e o mercado. Entidades de Faria Lima avaliam que o esforço fiscal e a ética na gestão pública são cruciais, ainda que o palanque permaneça na pressão por uma agenda econômica sólida.
Contexto econômico e político
No entorno financeiro, persiste a desconfiança com a condução fiscal, ainda que haja disposição para apoiar propostas de ajuste se houver mudança de rumo. A avaliação entre agentes do setor é pragmática: o apoio tende a aumentar para qualquer nome da direita que leve ao segundo turno uma leitura econômica convincente, capaz de enfrentar o desequilíbrio das contas públicas.
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