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Deepfakes preocupam especialistas e podem afetar a liberdade do eleitor

Especialistas alertam que deepfakes podem influenciar eleitores e comprometer a credibilidade do pleito, especialmente próximo ao dia da votação, com checagem e regulação exigidas

Conteúdos manipulados podem influenciar eleitores e dificultar a identificação do que é real nas redes sociais – Foto: macrovector/Magnific
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  • Deepfakes e montagens com inteligência artificial dificultam a identificação de fake news e podem afetar a credibilidade do processo eleitoral de outubro.
  • Especialista ressalta que vídeos, imagens e áudios manipulados podem influenciar a opinião pública, especialmente próximo ao dia da votação.
  • A Justiça Eleitoral já criou regras para conteúdos sintéticos em campanhas, incluindo o toque de silêncio de 72 horas sobre esse tipo de conteúdo.
  • A imprensa tradicional e as agências de checagem desempenham papel importante na verificação, enquanto plataformas digitais devem rotular conteúdos sintéticos.
  • A educação digital e a compreensão de algoritmos e circulação de informações são essenciais, com destaque para o papel do jornalismo profissional no combate à desinformação.

Nos últimos anos, o avanço da inteligência artificial tem permitido a criação de vídeos, imagens e áudios extremamente realistas. Essas montagens, conhecidas como deepfakes, ganham relevância especialmente em períodos eleitorais, quando a disseminação de desinformação é mais rápida.

Especialistas, como o advogado Luiz Eugênio Scarpino Júnior, destacam o desafio de identificar esse tipo de conteúdo. Montagens surgem em plataformas de mensagens sem confirmação de veículos confiáveis, o que aumenta a dificuldade de checagem para o público.

O alerta é sobre as eleições de outubro, quando conteúdos manipulados podem influenciar a opinião pública e gerar dúvidas no eleitorado. Scarpino Júnior aponta que manchetes sensacionalistas costumam circular apenas por apps de mensagens, sem refletir na grande mídia.

Impacto no processo eleitoral

Segundo o especialista, conteúdos sintéticos podem afetar a percepção de candidatos e partidos, sobretudo quando exploram emoções. O risco é gerar dúvidas no eleitorado ou criar sentimentos negativos próximo ao dia da votação, sem tempo para resposta.

Ele destaca que as ações mais preocupantes são as que circulam perto do pleito. Com pouca oportunidade de contestação, o próprio candidato ofendido pode ficar sem direito de resposta. A Justiça Eleitoral já criou regras específicas para conteúdos híbridos.

A Justiça Eleitoral instituiu medidas para lidar com conteúdos sintéticos e desinformação. Entre elas, há orientações que envolvem prazos de silêncio e critérios para acompanhamento de conteúdos durante as campanhas.

Responsáveis pela reação e soluções

Scarpino Júnior reforça a necessidade de atuação das plataformas digitais, com rotulagem de conteúdos sintéticos e regras eleitorais que impeçam impulsionamento indevido. Além disso, a educação digital é apresentada como prioridade para o eleitor.

O papel do jornalismo profissional é citado como essencial para filtrar informações e oferecer contexto confiável ao público. Checagem de fatos e reportagens fundamentadas ajudam a reduzir danos à credibilidade do processo eleitoral.

É destacado ainda que a imprensa, as agências de checagem e as plataformas devem trabalhar juntas para contextualizar conteúdos e evitar a desinformação durante o período eleitoral. A educação sobre funcionamento de algoritmos é apontada como necessária.

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