- A violência em Belfast, durante um ataque com faca no domingo à noite, deixou a cidade em choque e divida entre medo e indignação.
- A ministra de Justiça da Irlanda do Norte, Naomi Long, afirmou que atores de má-fé online incitaram racismo e exploraram o ataque para promover protestos anti-imigração.
- Long disse que pessoas que antes teriam dificuldade para localizar Belfast no mapa estão online incentivando o medo e a hostilidade contra imigrantes.
- A polícia informou que não há indícios de que o ataque tenha motivação terrorista; um incidente crítico foi declarado pela Polícia da Irlanda do Norte.
- O suspeito foi preso e havia chegado à Irlanda do Norte pela fronteira irlandesa em fevereiro de 2023, vindo de Paris; ele solicitou asilo e recebeu autorização de permanência no Reino Unido até 2028.
Na Belfast, a ordem pública desordenou-se após o ataque com faca ocorrido no domingo à noite. Autoridades descrevem o episódio como brutal, com cenas de violência que levaram a uma resposta policial robusta. O debate público também ganhou contornos de tensão social, com relatos de incidentes online.
A ministra da Justiça da Irlanda do Norte, Naomi Long, afirmou à BBC que atores de má fé estimularam o racismo na cidade. Ela ressaltou que alguns indivíduos, antes pouco ligados a Belfast, promovem incitamento online para explorar o medo gerado pelo ataque.
Segundo Long, esse fenômeno online transforma a violência em protestos antiimigração, uma prática que alega ser motivada pelo racismo. Ela pediu que a justiça siga seu curso, sem julgamentos prévios, e rejeitou a demonização de grupos inteiros.
Investigações e respostas oficiais
As autoridades afirmaram não haver indícios de que o ataque tenha relação com terrorismo. A Polícia da Irlanda do Norte classificou o incidente como um caso crítico e confirmou que investiga o suspeito, incluindo seu histórico de imigração.
A polícia informou que o ataque foi capturado em vídeo, mostrando o agressor mirando a cabeça e o pescoço da vítima, que estava no chão. A investigação envolve análises de evidências e rastreamento de movimentação do suspeito.
Sobre o suspeito, a polícia revelou detalhes do status migratório e da viagem ao Reino Unido. O homem teria entrado na Irlanda do Norte pela fronteira irlandesa em fevereiro de 2023, vindo de Paris, e solicitou asilo ao chegar. O visto de residência no Reino Unido foi concedido em setembro de 2023, com validade até 2028.
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