- O senador Efraim Filho, do PL da Paraíba, defende que a PEC da fim da escala 6 x 1 seja acompanhada de mecanismos de flexibilização da jornada.
- Ele diz que a redução da carga horária deve permitir mais liberdade de escolha dos trabalhadores e reduzir impactos para as empresas.
- Efraim participou de reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e afirmou que o texto deve ser encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça até a próxima semana.
- O senador é favorável a manter diferentes modelos de escala e apoia a PEC do Trabalho Flexível, de Rogério Marinho, para ampliar a autonomia de trabalhadores e empregadores.
- Sobre custos, ele cita desoneração da folha, redução de encargos e impostos; aponta possibilidade de versão sem período de transição discutida pela oposição, mas alerta que mudança imediata pode pressionar a inflação.
O senador Efraim Filho, do PL da Paraíba, defendeu nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, que a PEC que acabe com a escala 6 x 1 venha acompanhada de mecanismos de flexibilização da jornada. A ideia é reduzir a carga horária, mantendo a liberdade de escolha dos trabalhadores e minimizando impactos para as empresas.
Ele participou de reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na terça-feira, 9 de junho, para discutir a tramitação da proposta. Segundo o parlamentar, o texto deve seguir para a CCJ na próxima semana, ainda sem data definida.
Jornada flexível
Efraim afirmou ser favorável à redução da jornada, desde que haja opções de modelos de escala que não sejam eliminadas. A proposta prevê uma jornada moderna, com possibilidade de adaptação para quem tem filhos ou precisa de mais tempo para a família.
O senador citou a PEC do Trabalho Flexível, apresentada por Rogério Marinho, como referência para ampliar autonomia entre trabalhadores e empregadores. Efraim participa como signatário de uma versão que busca modernizar relações de trabalho sem desconsiderar custos.
Impacto econômico
Para o senador, a discussão deve incluir desoneração da folha, redução de encargos e menor carga tributária para aliviar o custo da transição. Ele afirmou que há apostas de apoio legislativo com diferentes cenários de transição.
Parte da oposição discute uma versão sem período de transição, alinhada a ganhos políticos com a redução da jornada antes das eleições. Efraim afirmou que a adoção imediata pode pressionar a inflação e elevar custos empresariais.
O congressista destacou que a avaliação não representa posição oficial do PL, mas reflete negociações entre senadores sobre a viabilidade e o timing da implementação.
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