- Com quase 98% das urnas apuradas, a diferença entre Roberto Sánchez e Keiko Fujimori é de menos de um ponto, com Sánchez à frente por 50,017% versus 49,983%.
- Às 10h30 desta quarta-feira, a diferença fica em pouco mais de quatro mil votos a favor de Sánchez.
- A apuração começou com Fujimori na liderança no domingo, mas Sánchez passou à frente por volta das 13h07 de segunda-feira e permanece na dianteira.
- No exterior, a apuração atinge 67,36% e Fujimori lidera com 62,46% dos votos, contra 37,54% para Sánchez.
- O órgão eleitoral informou que o resultado final pode demorar dias; o Peru tem 27,33 milhões de eleitores aptos.
Com quase 98% das urnas apuradas, a eleição presidencial no Peru segue indefinida. Roberto Sánchez, da Juntos pelo Peru, aparece à frente de Keiko Fujimori, da Força Popular, por menos de 0,05 ponto percentual. A apuração acontece após o segundo turno realizado no domingo (7).
Às 10h30 desta quarta (10), a diferença fica em pouco mais de 4 mil votos. Sánchez acusa 50,017% contra 49,983% de Fujimori, segundo o órgão eleitoral. A votação ocorre em cédulas de papel, o que demanda mais tempo para o resultado final.
À esquerda, Sánchez ampliou a vantagem após ultrapassar Fujimori em 13h07 de segunda-feira (8). Mesmo com esse avanço, a contagem externa ainda favorece Fujimori, com 62,46% dos votos, contra 37,54% para Sánchez.
Perfil dos candidatos
Keiko Fujimori concorre pelo partido Força Popular, fundado em 2008 para defender a agenda fujimorista. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela disputou a presidência pela quarta vez, após derrotas em 2011, 2016 e 2021. Na primeira rodada de 2026, teve 17,2% dos votos válidos.
Roberto Sánchez representa a Juntos pelo Peru, candidato de esquerda que obteve 12% no primeiro turno. Seu apoio principal está em áreas rurais e regiões afastadas dos grandes centros urbanos.
Histórico e contexto eleitoral
As eleições do Peru em 2026 tiveram um recorde de 35 candidatos no primeiro turno. O país enfrentou uma sequência de instabilidade política, com 9 presidentes em 10 anos, embora o mandato seja de cinco anos.
Pesquisas indicam desconfiança elevada na população: cerca de 90% não confiam no governo ou no Congresso. Apenas 10% afirmam estar satisfeitos com a democracia, segundo estudos recentes.
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