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Governo define aumento do etanol na gasolina para 32% ainda em junho

Ministério submeterá ao CNPE a proposta de elevar etanol na gasolina de 30% para 32% (E32) em até quinze dias, com implementação prevista ainda em junho

Posto de combustível — Foto: Murilo Goes/Autoesporte
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  • O governo vai submeter ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a proposta de elevar o etanol na gasolina de 30% para 32% (E32), com avaliação nos próximos 15 dias e decisão ainda em junho.
  • A medida integra a Lei do Combustível do Futuro, com objetivo de ampliar energias renováveis, reduzir emissões no transporte e pode gerar economia de cerca de 450 milhões de litros de gasolina importada.
  • A proposta também amplia a produção de etanol no Brasil em mais de 4 bilhões de litros, mantendo a possibilidade de chegar a 35% no futuro, conforme viabilidade técnica.
  • Em motores flex, a mudança não deve impactar a maior parte da frota (80%), pois veículos bicombustíveis já vêm preparados; carros movidos apenas a gasolina podem sentir efeitos.
  • A ideia é acompanhar impactos no consumo e no preço, com expectativa de aprovação ainda em 2026.

O governo vai avaliar a elevação da mistura de etanol na gasolina de 30% (E30) para 32% (E32) nos próximos 15 dias. A proposta será enviada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para avaliação, com possível implementação ainda em junho.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a mudança atende a demandas do setor de biocombustíveis. A ideia é ampliar o uso de energias renováveis e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, conforme diretrizes da Lei do Combustível do Futuro.

A meta de E32 foi anunciada após declaração do vice-presidente Geraldo Alckmin de que a nova gasolina deveria chegar ainda neste ano. A estimativa governamental aponta economia de cerca de 450 milhões de litros de gasolina importada e aumento de mais de 4 bilhões de litros de etanol na produção nacional.

Proposta, limites e futuro da mistura

A proposta atual aumenta para 32% a participação de etanol, com possibilidade de chegar a 35% no futuro, desde que comprovada a viabilidade técnica. A legislação permite ampliar o limite até esse patamar.

Impactos técnicos e consumo

A discussão envolve impactos nos motores. Em carros flex, que correspondem a 80% da frota, a mudança é neutra, pois são bicombustíveis. Veículos movidos apenas a gasolina, principalmente importados, podem sentir efeitos, exigindo adaptação.

Especialistas observam que quanto maior o etanol, menor é o poder calorífico da mistura, o que pode reduzir o alcance e elevar o consumo. Em contrapartida, a medida reduz a dependência de fontes fósseis e pode influenciar o preço final da gasolina.

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