- Lula afirmou haver interferência externa nas manifestações de educadores no México e disse que ligará para a presidente Claudia Sheinbaum.
- O presidente brasileiro comparou as mobilizações mexicanas aos protestos de julho de 2013 no Brasil, que teriam aberto espaço para a extrema‑direita nas ruas.
- A CNTE está em greve desde o dia 1º de junho, com demandas de revogação da reforma previdenciária dos servidores, reintegração de professores demitidos e reajuste salarial de 100%.
- Na terça-feira, a CNTE interrompeu o trânsito na principal avenida que leva ao Estádio Azteca, onde ocorre a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026.
- Claudia Sheinbaum chamou o movimento de provocação e afirmou que a partida inaugural da Copa está mantida conforme o planejado.
Lula sugeriu que há interferência externa nas manifestações de educadores no México e afirmou que vai ligar para a presidente Claudia Sheinbaum. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, durante a 7ª plenária do CDESS, em Brasília. O objetivo foi comentar o atual movimento docente mexicano em paralelo a episódios históricos no Brasil.
O presidente disse identificar semelhanças entre as mobilizações no México e os protestos de julho de 2013, que, segundo ele, contribuíram para a vitória de um governo de direita no Brasil. Segundo Lula, pode haver participação de agentes de fora do México, o que ele considera uma possibilidade a ser investigada.
Protestos no México
A CNTE, Coordenação Nacional de Trabalhadores da Educação, está em greve desde o início de junho. Entre as demandas estão a reversão de mudanças no sistema previdenciário de servidores públicos, a reintegração de professores demitidos e um reajuste salarial de 100%. A organização já havia sinalizado que pode intensificar as ações.
Na terça-feira (9.jun), o grupo bloqueou a principal avenida que leva ao Estádio Azteca, onde fica a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026. A intervenção interrompeu o tráfego local na tarde de hoje, apontando para a escalada do movimento.
A presidente Claudia Sheinbaum classificou as ações como provocação, afirmando que a partida inaugural da Copa será realizada conforme o planejado. O evento está marcado para a quinta-feira (11.jun) no mesmo estádio, sem alterações na programação oficial.
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