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Lula propõe uso turístico de terras demarcadas

Lula sugere uso de terras demarcadas e reservas para turismo sustentável, visando financiar conservação e ampliar visitação à Amazônia.

Na imagem, Lula discursando no Planalto. Entre os anúncios para o Meio Ambiente, o governo destinará R$ 393 milhões à iniciativa Restaura Amazônia
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  • Lula defendeu o uso de terras demarcadas e reservas para turismo sustentável durante cerimônia no Planalto, ao anunciar pacote de medidas ambientais.
  • O pacote inclui R$ 834 milhões do Fundo Clima para recuperação da vegetação nativa, R$ 393 milhões para a iniciativa Restaura Amazônia, R$ 370 milhões ao programa Arpa Comunidades e repasse de R$ 270 milhões do Reino Unido ao Fundo Amazônia.
  • Foi lançado o Programa Recaatingar, com aporte inicial de R$ 60 milhões do BNDES e do Banco do Nordeste.
  • O presidente afirmou que áreas protegidas devem gerar renda para conservar o patrimônio natural e beneficiar quem cuida delas, defendendo campanhas para atrair mais visitas à Amazônia e a outros biomas.
  • A diretora socioambiental do BNDES disse que os investimentos podem mobilizar cerca de R$ 3 bilhões e fortalecem a restauração florestal, com foco em bioeconomia, carbono e biodiversidade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu que terras demarcadas e reservas florestais sejam usadas para fomentar o turismo sustentável no Brasil. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, durante cerimônia no Palácio do Planalto, que apresentou um pacote de medidas ambientais com investimentos bilionários em restauração, conservação e combate às mudanças climáticas.

O governo divulgou diversas ações de impacto financeiro. Entre elas, 834 milhões de reais do Fundo Clima para recuperação de vegetação nativa, 393 milhões para a iniciativa Restaura Amazônia e 370 milhões para o programa Arpa Comunidades. Também houve formalização do repasse de 270 milhões de reais do Reino Unido ao Fundo Amazônia e o lançamento do Programa Recaatingar, com aporte inicial de 60 milhões de reais do BNDES e do Banco do Nordeste.

O anúncio foi acompanhado de defesa de que áreas protegidas não podem ficar isoladas da população. De acordo com o presidente, é possível gerar recursos a partir da visitação para financiar a conservação e beneficiar as comunidades que administram as áreas. Lula citou a necessidade de campanhas para atrair visitantes e ampliar a conscientização ambiental entre brasileiros.

Para o petista, ampliar o turismo em unidades de conservação pode aproximar a população da biodiversidade, sem abrir mão de conservar o patrimônio natural. Segundo ele, as terras demarcadas devem cumprir função social mais ampla e servir de instrumento de valorização do meio ambiente.

RestauRação Florestal

Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES, afirmou que os investimentos em 2026 representam uma nova fase da restauração florestal. Ela estimou que os 834 milhões do Fundo Clima podem mobilizar cerca de 3 bilhões de reais em investimentos totais, com participação de empresas privadas.

Campello destacou que o país tem condições de se tornar referência global na recuperação de florestas porque dispõe de áreas degradadas, base técnica consolidada e interesse privado crescente. Os projetos envolvem reflorestamento, geração de bioeconomia e captura de carbono, além da recuperação da biodiversidade.

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