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Marinho aponta dificuldade do governo em relação a 6 a 1

Marinho classifica PEC do fim da escala 6 X 1 como inexequível e alerta para risco de desestruturação produtiva; propõe PEC do Trabalho Flexível

“É mais ou menos o que o governo está propondo: tratar o desigual de forma igual”, afirmou Marinho
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  • O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho, afirmou que a PEC do fim da escala 6 X 1 é inexequível e demonstra dificuldade técnica e cognitiva.
  • Em 28 de maio, ele apresentou a contraproposta chamada PEC do Trabalho Flexível, que propõe contratação com base nas horas efetivamente trabalhadas.
  • Marinho apontou que a medida tem objetivo eleitoral de curto prazo e criticou o encaminhamento governamental como irresponsável.
  • Ele acredita que o debate deve ocorrer após as eleições de outubro e espera que as duas propostas tramitem juntas no Senado, o que não deve acontecer.
  • O senador avisou sobre riscos, como desestabilidade do sistema produtivo, peso maior de passivo trabalhista e judiciário, e maior probabilidade de informalidade para pequenos e médios empresários.

O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, que o governo federal foi irresponsável ao encaminhar a PEC que modifica a escala 6 X 1 e que foi aprovada pela Câmara. Segundo ele, o texto mostra dificuldade técnica e cognitiva na proposta.

Marinho apresentou, no dia 28 de maio, a contraproposta chamada PEC do Trabalho Flexível, que propõe um modelo de contratação baseado nas horas efetivamente trabalhadas. Durante audiência pública na Câmara, ele classificou a abordagem do governo como inexequível.

O senador sustenta que a medida favorece ganhos eleitorais de curto prazo sem avaliar impactos financeiros de longo prazo nas cadeias produtivas. Em entrevista aos jornalistas, ele afirmou que a aprovação na Câmara não deve tramitar sozinha no Senado.

Para ele, a tentativa de unir jornada e escala no mesmo texto evidencia a complexidade do mercado de trabalho brasileiro e pode impor rigidez excessiva. Marinho ressaltou que a proposta governamental carece de sustentação técnica.

Ele alertou que a rigidez do texto pode empurrar pequenos e médios empresários para a informalidade, criando risco de passivo trabalhista e judicial ao ambiente de negócios. Alega ainda que o governo atua com foco em eleições e sem consistência jurídica.

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