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Partido diz que Netanyahu disputará a reeleição após dúvidas de Trump

Netanyahu disputará a reeleição em Israel após Trump admitir incerteza sobre a candidatura; Likud diz que pleito ocorre até outubro e ele vencerá

Netanyahu ao lado de Trump em visita a Mar-a-Lago, na Flórida — Foto: Jonathan Ernst/Reuters
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  • O Likud afirmou que Benjamin Netanyahu disputará a eleição de Israel neste ano e vencerá “com a ajuda de Deus”.
  • O pleito precisa ocorrer até outubro, mas ainda não foi oficialmente convocado.
  • Donald Trump disse não saber se Netanyahu pretendia concorrer novamente.
  • A eleição ocorre após o ataque do Hamas em sete de outubro de dois mil e vinte e três, considerado a maior falha de segurança do país. Netanyahu governa desde dezembro de dois mil e vinte e dois.
  • Pesquisas mostram que sessenta e um por cento dos israelenses não apoiariam a reeleição, e que a oposição só conseguiria maioria com apoio de partidos árabes.

Benjamin Netanyahu deve disputar a reeleição em Israel neste ano, após o anúncio do partido Likud de que o premiê seguirá concorrendo, ainda sem data definida, com votação prevista até outubro. A notícia surge pouco depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, indicar incerteza sobre a candidatura.

O principal relato diário dos EUA, a ABC News, reportou que Trump disse não ter certeza se Netanyahu pretende concorrer. Segundo a rede, o comentário foi feito em conversa com o correspondente Jonathan Karl.

O pleito israelense será a primeira eleição desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que marcou uma das maiores falhas de segurança do país e desencadeou a ofensiva em Gaza. Netanyahu retorna ao poder em meio a protestos internos.

Netanyahu governa desde 2022, após formar a coalizão mais à direita da história de Israel. O cenário político nacional já mostrava dúvidas sobre a capacidade da coalizão de obter maioria clara nas próximas eleições.

Pesquisas recentes indicam que a coalizão do atual premiê pode não vencer sozinho. Em levantamento publicado em junho, 61% dos israelenses não apoiam a sua candidatura à reeleição.

Paralelamente, a oposição avalia possibilidades de alianças. Há discussões sobre eventual apoio de partidos árabes para conquistar a maioria parlamentar, embora alguns líderes oposicionistas descartem essa estratégia.

Funcionários de segurança e assessores estrangeiros afirmam que a relação entre Trump e Netanyahu continua próxima, ainda que com tensões recentes. Os dois já cooperaram politicamente na questão iraniana.

Trump tem pressionado Israel a reduzir operações militares no Líbano, em meio a negociações internacionais com Teerã. O entorno de Netanyahu também tratou de temas de defesa e política regional.

Na semana passada, Trump reconheceu ter feito uma observação dura durante uma ligação, ao chamá-lo de “completamente maluco” em tom insistente, segundo relatos. O presidente dos EUA também pediu que Netanyahu avalie pedidos de perdão por acusações de corrupção.

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