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PF investiga esquema criminoso que financiava campanha no MA

PF investiga desvio de quase R$ 10 milhões de recursos públicos para campanhas no Maranhão; 15 candidatos aparecem como beneficiados pelo esquema

04/03/2026 - São Paulo - Movimentação de jornalistas e policiais federal na sede da Polícia Federais, no bairro da Lapa em São Paulo. Hoje o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro foi preso pela PF. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Fundo Oculto, investigando dois grupos criminosos que desviram recursos públicos para financiar campanhas eleitorais no Maranhão nas eleições de 2024.
  • Ao todo, 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos e houve afastamento de sigilos bancário e fiscal de investigados, além do sequestro de bens no valor de 4 milhões de reais.
  • As apurações apontam que empresas com contratos com prefeituras desviavam recursos para contas próprias, com apoio de um funcionário de banco em São Luís.
  • As movimentações atingiram picos nas semanas que antecederam o pleito, totalizando quase 10 milhões de reais, sendo aproximadamente 2 milhões em um dos núcleos investigados.
  • Ao menos 15 candidatos foram identificados como beneficiários diretos ou destinatários de repasses ilícitos, com valores oferecidos a servidores por meio de laranjas.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Fundo Oculto, na manhã desta quarta-feira (10), para desarticular esquema criminoso que financia campanhas eleitorais no Maranhão. A investigação aponta a participação de duas organizações que desvia recursos públicos por meio de contratos com prefeituras locais e uso de contas empresariais para repassar valores ilícitos. O objetivo é entender a origem, o fluxo e o destino dos recursos.

Os agentes identificaram movimentações financeiras atípicas que ocorreram especialmente nas semanas que antecederam as eleições municipais de 2024. A PF estima que o total movimentado alcance quase 10 milhões de reais, com cerca de 2 milhões atuando como repasse ilícito em um dos núcleos da investigação. O esquema contava com a participação de um funcionário de banco em São Luís, que auxiliava as operações.

A apuração aponta ainda uso de remessa de dinheiro por meio de laranjas, com recursos sacados de contas empresariais e depositados em contas de terceiros. Planilhas informais de caixa dois e arquivos sobre logística de entrega de valores e monitoramento da presença policial também foram localizados pela PF.

Avanços da operação e pessoas envolvidas

Até o momento, a PF identificou 15 candidatos que teriam sido beneficiados ou destinatários de repasses ilícitos, com os recursos sendo pulverizados entre servidores. A ação contou com 25 mandados de busca e apreensão, além do afastamento de sigilos bancário e fiscal dos investigados. Também houve o sequestro de bens avaliados em 4 milhões de reais e o afastamento de um funcionário público.

Os investigadores apontam que os investigados podem responder a crimes como falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos e outras infrações contra a administração pública. A investigação segue sob coordenação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, com continuidade de diligências para esclarecer o esquema.

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