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PL dos minerais pode isolar o Brasil, diz Brazilian Rare Earths

Projeto de lei de minerais críticos pode afastar capitais e isolre o Brasil; Borborema alerta sobre risco de intervenção excessiva e perda de previsibilidade dos investimentos

O presidente da Borborema Mineração, Renato Gonzaga (ao centro), participou nesta 4ª feira (10.jun) do Seminário de Minerais Críticos do Ibram; à direita, o COO da Serra Verde, Ricardo Grossi
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  • O projeto de lei que cria a Política Nacional dos Minerais Críticos pode afastar investimentos externos e isolar o Brasil, segundo Renato Gonzaga, presidente da Borborema Mineração, subsidiária brasileira da Brazilian Rare Earths.
  • O executivo afirma que o conselho com maioria do governo pode priorizar alianças geopolíticas sobre critérios técnicos, aumentando a incerteza para investidores.
  • A Borborema critica o nível de intervenção do texto, dizendo que pode elevar o custo de capital e dificultar a entrada de capital e know-how no país.
  • A empresa fechou parceria com a Carester, da França, para a etapa de separação de terras-raras, buscando evitar dependência de uma única posição geopolítica.
  • O projeto em Juquiaí/Jiquiriçá (Bahia) inclui uma mina de concentração e uma planta de separação, com investimento estimado em R$ 3,6 bilhões, licenciamento em andamento e produção prevista para 2029 ou 2030.

O presidente da Borborema Mineração, subsidiária brasileira da brasileira Brazilian Rare Earths, afirma que o projeto de lei que cria a Política Nacional dos Minerais Críticos pode isolar o Brasil e afastar investimentos. A audiência ocorreu durante o Seminário Internacional de Minerais Críticos do Ibram, em 10 de junho de 2026.

Segundo Renato Gonzaga, o conselho com maioria governamental previsto pelo texto pode priorizar parcerias com bases geopolíticas, em vez de critérios técnicos. A denúncia envolve riscos de insegurança jurídica e elevação de custos de capital para o setor.

A Borborema atua no Recôncavo Baiano, explorando terras-raras com investimento projetado de 3,6 bilhões de reais. A mina fica entre Jiquiriçá e Jequié, e a planta de separação de óxidos está prevista para Camaçari, na Bahia, com produção estimada para 2029 ou 2030.

Controvérsias e estratégias

Gonzaga critica o relatório do deputado Arnaldo Jardim, apontando que mecanismos intervencionistas podem dificultar a previsibilidade para investidores. Ele afirma que decisões assim podem elevar o custo de capital e reduzir a atratividade do país.

O executivo também enfatiza a necessidade de manter portas abertas a diferentes origens de capital e de know-how. A Borborema assinou acordo com a Carester, entidade francesa de separação de terras-raras, para manter independência geopolítica.

Contexto do mercado e projeções

A proposta legislativa está entre as mais avançadas para regular operações envolvendo minerais críticos no Brasil. O projeto também prevê controle sobre fusões e aquisições de empresas com direitos sobre os minerais estratégicos.

Até o momento, o Brasil não possui produção comercial ampla de terras-raras, e Serra Verde é citada como a segunda empresa mais avançada no país, após o avanço da Borborema na corrida por licenças de exploração.

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