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Política de vistos de Trump afasta turistas da Copa e atinge o setor hoteleiro

Turismo hoteleiro nas 11 cidades-sede dos EUA sofre queda de ocupação devido à política de vistos, enquanto México e Canadá detêm maior fluxo de reservas

"O troféu da Copa do Mundo é para os vencedores; é por isso que você pode segurá-lo", disse o presidente da Fifa, Gianni Infantino, a Donald Trump. — Foto: CNP/ADM/Capital Pictures/picture alliance via DW
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  • As 11 cidades-sede nos EUA tiveram queda na ocupação hoteleira, com apenas Los Angeles perto de 40% e as demais abaixo disso, segundo a CoStar.
  • Vancouver, no Canadá, e Guadalajara, no México, aparecem como as opções mais procuradas, com 48% das vagas ocupadas.
  • A política de vistos mais restritiva do governo Trump dificulta a vinda de torcedores de países visados, reduzindo a demanda internacional.
  • Haiti e Irã enfrentam proibição de entrada; Costa do Marfim e Senegal têm restrições parciais, e outras seleções adiam viagens por visto.
  • Além disso, ingressos caros, custos de transporte e incidentes de segurança em aeroportos ajudam a afastar turistas do torneio.

A política restritiva de vistos adotada durante o governo Trump tem impactado o setor hoteleiro dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo, que começa nesta semana. Em 11 cidades-sede, as taxas de ocupação dos hotéis estão abaixo do esperado, principalmente em comparação com as cidades anfitriãs no México e no Canadá, onde há maior fluxo de reservas.

Dados da indústria apontam que Vancouver, no Canadá, e Guadalajara, no México, concentram as maiores demandas, com 48% de ocupação. Entre as cidades dos EUA, o desempenho fica aquém, com apenas Los Angeles alcançando a marca de 40% ou mais em alguns períodos.

A AHLA (Associação de Hotéis e Hospedagem) ouviu proprietários e constatou que cerca de 80% das empresas entrevistadas registraram reservas abaixo das previsões iniciais. Setenta por cento atribuem a queda à restrição de vistos e a preocupações geopolíticas que reduziram a demanda internacional.

Impacto e respostas do setor

A pandemia de dificuldades também se traduz em custos elevados para os visitantes, com ingressos caros e despesas de transporte citadas como fatores adicionais de afastamento. O setor também ressalta que a experiência de viagem precisa ser acolhedora para manter o interesse de torcedores estrangeiros durante o torneio.

O desafio é agravado pelas medidas de segurança aeroportuária que aumentam o tempo de escala e a incerteza para quem vem de países visados. Em registros recentes, attentos com aeroportos geraram descontentamento entre torcedores, aumentando a percepção de dificuldade logísticas.

Entretanto, autoridades e a Fifa são apontadas como responsáveis por manter o torneio viável, buscando equilibrar a segurança com a facilitação de visitas internacionais. A AHLA enfatiza a necessidade de uma experiência menos complexa para o visitante estrangeiro, a fim de preservar o potencial turístico durante o evento.

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