- O Partido dos Trabalhadores pediu ao ministro Flávio Dino, do STF, que abra investigação sobre os recursos usados para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
- A sigla sustenta indícios de desvio de finalidade e execução irregular de emendas parlamentares, e aponta possível abuso de poder econômico ligado à pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
- O pedido afirma que Flávio Bolsonaro teria participado diretamente das negociações e da liberação de recursos para o projeto, segundo reportagens.
- Também aponta a necessidade de checar registros regulatórios, trabalhistas de estrangeiros, vistos de artistas, cumprimento de leis de financiamento político e a cadeia de direitos do filme.
- Documentos do Intercept Brasil, divulgados recentemente, indicam fluxo financeiro próximo de vinte e quatro milhões de dólares para o filme, com transferências ao Havengate Development Fund e outros comprovantes.
Na quarta-feira (10.jun.2026), o PT encaminhou ao ministro Flávio Dino, do STF, pedido formal de investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. A sigla sustenta haver indícios de desvio de finalidade e de execução irregular de emendas parlamentares.
O partido afirma que há elementos suficientes para apurar possível abuso de poder econômico nos aportes ao projeto e questiona a participação direta de Flávio Bolsonaro nas negociações dos recursos. A defesa alega que o pré-candidato acompanhou a evolução dos aportes e interveio junto aos responsáveis pela liberação dos recursos.
O pedido, assinado pelos advogados Angelo Ferraro, Gean Aguiar e Miguel Pimentel Novais, cita ainda necessidade de verificar registros regulatórios na Ancine, certificados de obra, licenças de coprodução, além de informações sobre a situação migratória e trabalhista de profissionais estrangeiros envolvidos.
Financiamento e documentos
Documentos disponíveis mostram fluxo financeiro próximo de US$ 24 milhões para a produção, segundo reportagem do Intercept Brasil, com operações ligadas a Havengate Development Fund LP, controlador por Paulo Calixto. A reportagem também aponta mensagens entre executivos sobre pagamentos adicionais.
O material também aponta possíveis transferências internacionais e uso de instrumentos financeiros para sustentar o projeto, com planilhas e comprovantes indicando pagamentos ao exterior. O Poder360 informou que a assessoria de Flávio Bolsonaro foi procurada para se manifestar, sem resposta até a publicação.
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