- Renan Santos sinalizou possibilidade de aliança com o ex-governador Ronaldo Caiado e citou experiências anteriores de atuação conjunta, como no impeachment de Dilma Rousseff.
- Em evento com investidores na Faria Lima, ele criticou o senador Flávio Bolsonaro, dizendo que “votar no Flávio é votar em bandido” e chamando o apoio a Flávio de incompatível com seus valores.
- O pré-candidato afirmou que precisa se provar eleitoralmente antes de avançar em negociações e citou a pesquisa Genial/Quaest, que o coloca com 3% de intenção de voto no cenário estimulado, empatado com Caiado e outros.
- A mesma pesquisa aponta Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 29% no primeiro turno; Renan diz ter menor rejeição e maior potencial de crescimento, segundo sua leitura.
- Participantes do evento disseram perceber mudança de postura do mercado e maior apoio à candidatura de Renan, embora haja ressalvas sobre Flávio Bolsonaro devido a episódios recentes.
Renan Santos, pré-candidato da Missão, sinalizou abrir alianças com Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás pelo União Brasil. Em evento com investidores em São Paulo, ele citou a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira como indicativo de viabilidade. Também criticou o senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, ao afirmar que votar nele equivaleria a voto em bandido.
O candidato disse estar aberto a conversar com outros nomes da direita, especialmente Caiado, com quem afirmou ter atuado em momentos decisivos, como o impeachment de Dilma Rousseff. Segundo Renan, a parceria com Caiado rendeu resultados na prática, lembrando que, da última vez que trabalharam juntos, “derrubaram o PT”.
Ele mostrou disposição para dialogar com Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais pelo Novo, mas criticou o que chamou de “submissão ao bolsonarismo”. Ainda no espaço de investimentos, Renan destacou que precisa se provar eleitoralmente para avançar nas negociações.
Contexto da pesquisa
A Genial/Quaest aponta Renan com 3% no cenário estimulada de primeiro turno, empatado com Caiado (3%), Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (2%). Lula aparece com 39% e Flávio Bolsonaro com 29%. Renan afirma ter menor rejeição que adversários como Flávio, além de maior potencial de crescimento.
Mercado e suporte financeiro
Renan criticou o papel do mercado financeiro, especialmente da Faria Lima, considerando que o setor atuou como força política nos últimos anos. Afirmou que houve erro ao apoiar o bolsonarismo, contribuindo para a reeleição de Lula. No entanto, disse perceber mudança de postura entre investidores, que passam a buscar alternativas fora da polarização.
Perspectivas de campanha
Participantes do evento da Genial corroboram percepção de maior “musculatura e amadurecimento” da candidatura, em comparação ao início da campanha. Ainda assim, existem ressalvas em relação a Flávio Bolsonaro, citando episódios recentes, como áudio envolvendo financiamento de cinema e o histórico de rachadinhas no Rio de Janeiro.
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