- O TSE adiou a análise da suspensão da pesquisa AtlasIntel que apontava queda de Flávio Bolsonaro, por pedido de vista da ministra Estela Aranha.
- Não há data definida para a retomada do julgamento; permanece a decisão já tomada pelo presidente da Corte, ministro Nunes Marques.
- O ministro Dias Toffoli criticou a linha da análise, defendendo que pesquisas deveriam ter livre-arbítrio e que o eleitor decide quais institutos acompanhar.
- A ação, apresentada pelo PL, questiona o uso de um áudio enviado pelo filho de Jair Bolsonaro na pesquisa, relacionado a cobrança de valores para produção de filme.
- O tribunal busca estabelecer parâmetros para uso de vídeos e áudios em pesquisas e garantir tratamento uniforme para candidatos e institutos nas decisões futuras.
O Tribunal Superior Eleitoral adiou a análise da suspensão da pesquisa do AtlasIntel que indicava queda de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto. O pedido de vista da ministra Estela Aranha paralisou o julgamento, mantendo a decisão já tomada pelo presidente da Corte, ministro Nunes Marques. Não há data definida para a retomada.
A bancada do PL moveu a ação para interromper o levantamento, que trazia ainda um áudio envolvendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e o dono do Banco Master. O objetivo é evitar impactos na disputa eleitoral, segundo os representantes do partido. O AtlasIntel rebateu as críticas, afirmando ter seguido o padrão de perguntas utilizado em pesquisas online.
Discussões sobre liberdade de pesquisas
O ministro Dias Toffoli criticou o enfoque da análise, defendendo a necessidade de deixar as pesquisas livres, sem proibições legais que limitem o funcionamento dos institutos. Para ele, o eleitor deve decidir quais dados considerar confiáveis, e o Judiciário não deve restringir de forma desigual a atuação de diferentes empresas.
Toffoli afirmou que a decisão pode servir como referência para futuras ações da Justiça Eleitoral, especialmente quanto ao uso de vídeos e áudios durante a coleta de dados. O objetivo é estabelecer parâmetros uniformes que valham para todos os candidatos e institutos, sem favorecer ou prejudicar algum grupo.
Ponto sobre o conteúdo da pesquisa
A ação questiona a inclusão de um áudio na sondagem, que envolve cobranças ligadas a recursos para uma cinebiografia do pai de Flávio Bolsonaro. A defesa do AtlasIntel sustenta que a pesquisa seguiu o mesmo formato de outras avaliações, inclusive em casos de eventos públicos recentes. A advogada do PL criticou a estrutura do levantamento, citando a possibilidade de o entrevistado reler perguntas em plataformas online, o que não ocorre em pesquisas telefônicas.
Entre na conversa da comunidade