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Alcolumbre trava tramitação da PEC que encerra 6×1 no Senado

Alcolumbre adia a tramitação da PEC da 6x1, mantendo-a na Mesa e sem encaminhar à CCJ, enquanto oposição avança com PEC alternativa

Lula Marques/Agência Brasil.
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  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve a PEC que acaba com a 6×1 na Mesa Diretora, sem despachar para a CCJ, atrasando a tramitação.
  • A presidente da CCJ, senadora Otto Alencar, disse não ter recebido a data de envio da PEC; reunião entre Alcolumbre e Alencar foi desmarcada.
  • Não houve reunião de líderes para discutir a pauta; o encontro semanal costuma ocorrer, mas não aconteceu.
  • Enquanto não tramita a PEC da 6×1, a oposição teve a PEC alternativa despachada à CCJ, que mantém a atual escala de trabalho e permite contratação por hora. Governo pretende votar a PEC original ainda neste semestre, antes do recesso, que começa em de julho.
  • Há divergência de visões sobre impactos econômicos da proposta; especialistas ressaltam que adiamento reflete preocupações com custos e o ano eleitoral.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve na Mesa Diretora a PEC 221/2019, que propõe o fim da escala 6×1. O texto não foi enviado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), travando a tramitação. A CCJ, presidida pelo senador Otto Alencar, não recebeu data de envio.

A frase que circula entre interlocutores é de que houve desmarcação de uma reunião entre Alcolumbre e Alencar nesta semana. A assessoria do presidente da Casa não comentou o tema da reportagem. A reunião de líderes, tradicionalmente semanal, também não foi marcada.

A PEC que encerra a 6×1 prevê dois dias de descanso remunerado por semana e redução da jornada para 40 horas. Enquanto isso, a PEC de oposição, com a qual o governo teve fácil despacho, envolve manter a escala atual ou mudar por hora trabalhada.

Perspectivas e impactos

A adoção da matéria tem gerado dúvidas sobre efeitos econômicos. A cientista Luciana Santana aponta que o adiamento decorre de preocupações com custos e resistência empresarial. Pesquisas sobre impactos econômicos divergem entre inflação, PIB e empregos.

Lideranças governistas cobram prioridade à PEC que encerra a 6×1, com expectativa de votação ainda neste semestre, antes do recesso. Parlamentares oposicionistas defendem a agenda de redução de jornada, enquanto há críticas sobre custos.

Outras pautas em evidência

Enquanto não avança a PEC da 6×1, Alcolumbre enviou à CCJ uma proposta alternativa, que mantém a jornada atual e permite contratação por hora. A liderança do PT pediu prioridade à PEC que institui a 5×2 como prioridade do país.

Paralelamente, o Senado aprovou o uso do Fundo Social do Pré-sal para pagar dívidas do agronegócio, com custo estimado em 140 bilhões de reais em 10 anos. O governo sinalizou que pode propor alterações na Câmara para evitar impactos fiscais.

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