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Cracolândia não voltará, afirma o vice-governador de SP Felício Ramuth

Governo de São Paulo afirma que Cracolândia deixou de existir como território fixo após integração entre saúde, assistência social e repressão ao crime

(Foto: Gilberto Marques/Governo de SP)
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  • O governo de São Paulo afirma que a Cracolândia não existe mais como território fixo, resultado de uma ação integrada entre estado e município.
  • O Hub de Cuidado com Crack e Outras Drogas promoveu abordagens na cena de uso; em pouco mais de três anos, foram registradas cerca de 32 mil internações e acolhimentos, e 85% do público era rotativo.
  • O entorno criminoso foi combatido: mais de 1.500 traficantes foram presos, ferros-velhos que recebiam material roubado foram fechados e a Favela do Moinho recebeu intervenções.
  • Jurídico: evitaram internações compulsórias em massa, deram suporte do Ministério Público e pretendem expandir os hubs de cuidado para cidades do interior a partir do próximo ano.
  • Perspectivas políticas: há uma pré-candidatura consolidada do governador Tarcísio de Freitas; governo destaca avanços em educação, saúde, segurança e infraestrutura para o ciclo eleitoral de 2026.

A Cracolândia não existe mais como território fixo, segundo o governo de São Paulo. A conclusão resulta de uma estratégia integrada que reuniu segurança pública, assistência social, saúde e repressão ao crime organizado. O objetivo foi dispersar o uso de drogas e romper a lógica criminosa que sustentava o local. A gestão ressalta avanços, mas também aponta debates sobre impactos sociais e eficácia das intervenções.

A liderança paulista atribui o fechamento à parceria entre Estado e município, ampliação de ações sociais e de saúde, além do enfrentamento ao ecossistema criminoso. Em cerca de três anos, foram registradas aproximadamente 32 mil internações e acolhimentos, com foco em encaminhamentos a hospitais especializados e à rede de acolhimento.

1) Estratégia e implementação

A criação do Hub de Cuidado com Crack e Outras Drogas ficou no centro da abordagem. Abordagens na cena de uso, quando aceito, resultaram em encaminhamentos a serviços de saúde. Identificou-se que grande parte do público era rotativo e não residia na região, o que orientou operações frequentes e ações no entorno.

2) Aspectos jurídicos e atuação institucional

O governo rejeitou o modelo de internação compulsória em massa, optando por intervenções baseadas em convencimento de equipes de saúde. Houve divergências entre atores, mas a gestão afirmou manter foco técnico e evitar mistura de ideologia com gestão. O Ministério Público atuou como parceiro na operação Saúde e Dignidade, fortalecendo ações de fechamento de estabelecimentos irregulares.

3) Continuidade e perspectivas regionais

Além das ações em São Paulo, o governo projeta ampliar hubs de cuidado para cidades do interior a partir do próximo ano, diante de surgimento de novas cenas de uso e aumento da população em situação de rua. A cooperação internacional e o combate ao crime financeiro aparecem como componentes da estratégia contra as facções.

4) Desafios e avaliação de resultados

Esforços incluem a desarticulação de redes de tráfico, fechamento de ferros-velhos que recebiam materiais roubados e ações sobre pensões utilizadas pelo crime. Em indicadores de segurança, São Paulo aponta reduções históricas de homicídios, roubos e furtos, mantendo o desafio de aperfeiçoar o combate ao crime organizado.

5) Cenário político para 2026

O grupo político ligado ao governo sustenta pré-candidatura consolidada, liderada pelo governador. Observa-se a visão de que a eleição será um plebiscito sobre continuidade do governo versus mudança. Entre os destaques citados, o Provão Paulista na educação, a Tabela SUS Paulista na saúde e a expansão da infraestrutura, incluindo o Rodoanel Norte e o túnel Santos-Guarujá.

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