- Flávio Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal uma notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, solicitando a abertura de inquérito por incitação ao crime e ameaça.
- O pedido foi protocolado após o discurso de Lula em dois de junho, durante a inauguração do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano, em Goiás.
- Na fala, Lula criticou a atuação de filhos de Jair Bolsonaro no exterior e associou o episódio a decisões tarifárias recentes dos Estados Unidos contra o Brasil.
- A defesa de Flávio Bolsonaro afirma que houve um silogismo claro na fala de Lula e que houve encadeamento lógico para instigar o público.
- Dados apresentados apontam que, nas primeiras vinte e quatro horas após o discurso, a plataforma X registrou mais de 1.600 postagens com ameaças explícitas ao senador e familiares, além de mais de 500 publicações com ameaças veladas.
Flávio Bolsonaro (PL-DF) acionou o STF com uma notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A peça solicita a abertura de inquérito para apurar incitação ao crime e ameaça. A iniciativa parte da defesa do senador e pré-candidato à Presidência.
O pedido foi encaminhado ao ministro presidente do STF, após o discurso de Lula em 2 de junho, na inauguração do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano, em Goiás. O presidente criticou a atuação de filhos de Jair Bolsonaro no exterior e citou decisões tarifárias dos EUA.
Segundo a defesa, as falas vão além de mera retórica. Alega-se um silogismo claro e um encadeamento que poderia instigar o público. A peça também aponta incoerências históricas no texto, destacando que Joaquim Silvério dos Reis não morreu enforcado e sim por causas naturais, enquanto Tiradentes foi exceção.
Para fundamentar o pedido, os advogados apresentaram dados sobre o alcance do pronunciamento. Em 24 horas após o discurso, a plataforma X registrou mais de 1.600 postagens com ameaças explícitas a Flávio Bolsonaro e familiares, com termos como matar, fuzilar e esfaquear.
Além disso, foram identificadas mais de 500 publicações com ameaças veladas ou celebrações de atos violentos. A defesa sustenta que o histórico de violência política, nacional e internacional, eleva o patamar de periculosidade de falas nesse contexto.
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