- Flávio Bolsonaro sinaliza que sua vice seria, preferencialmente, uma mulher, após derrota de seu pai nas eleições de 2022 ampliar questão de pautas femininas.
- Pesquisa Meio Ideia mostra maioria feminina pensa em Lula no segundo turno (47,6%) contra 39% em Flávio; cenário entre homens é mais próximo (Lula 45,3% vs Flávio 44%).
- Assessores acreditam que uma vice mulher poderia atenuar a imagem de machismo do bolsonarismo e ampliar agenda feminina.
- nomes que circulam: senadora Tereza Cristina (PP-MS) é citado como ideal por alguns, mas foi descartada pela base bolsonarista; Julia Zanatta (PL-SC) foi sugerida por Eduardo Bolsonaro; esclareceram também a possibilidade de Clarissa Tércio (PP-PE).
- ausência de Michelle Bolsonaro na campanha é apontada como desafio, já que ela é a figura feminina com maior popularidade entre eleitores da direita; há preocupação com a percepção de vice apenas decorativa.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, sinalizou que a vice feminina pode ser adotada de forma preferencialmente feminina, conforme discurso feito em um evento do Grupo Voto. A declaração ocorre em meio a pesquisas que mostram desafio de atuação entre o eleitorado feminino.
A ideia aparece em meio a avaliações de assessores, que veem na chapa com uma mulher uma forma de mitigar a percepção de machismo associada ao bolsonarismo e de indicar uma agenda feminina. Ainda assim, a narrativa precisa soar crível para ganhar credibilidade junto ao eleitorado.
Nomes cogitados e cenários
Entre as possibilidades mais discutidas, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) aparece como opção considerada por alguns operadores políticos, embora tenha sido descartada por membros do bolsonarismo. Tereza Cristina tem ampla atuação parlamentar, relações no agronegócio e no empresariado.
Outros nomes ventilados incluem a deputada Julia Zanatta (PL-SC), sugerida pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e a deputada Clarissa Tércio (PP-PE), que é evangélica. As alternativas seriam avaliadas pela representatividade regional e pela capacidade de mobilização de bases.
Contexto e desdobramentos
A ausência da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro na campanha é citada como fator negativo para a imagem de chapa. Michelle, embora atuando nos bastidores, continua com alto nível de popularidade entre eleitores de direita, o que aumenta a pressão para uma vice com perfil forte.
Especialistas ressaltam que o vice é um elemento de narrativa eleitoral, capaz de sinalizar moderação ou firmeza. Em paralelo, o apoio a uma vice mulher não é garantia de voto direto, mas pode influenciar a percepção pública sobre a candidatura.
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