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Janja destaca luta de quilombolas e cobra fim da violência contra mulheres negras

Janja cobra fim da violência contra mulheres negras no III Encontro de Mulheres Quilombolas, em Brasília; Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) aponta 62% dos feminicídios entre 2021 e 2024 são de negras

A primeira-dama, Janja Lula da Silva, durante o III Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas - (crédito: Reprodução / YouTube / Governo Federal)
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  • Janja Lula da Silva participou do III Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas em Brasília, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cobrando o fim da violência contra mulheres negras.
  • Em discurso emocionado, leu nomes de vítimas de violência de gênero e destacou que mulheres negras são as maiores vítimas da desigualdade e da violência.
  • Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que cerca de sessenta e dois por cento das vítimas de feminicídio entre 2021 e 2024 eram mulheres negras.
  • Ela citou avanços do governo, como o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, redução do tempo de análise de medidas protetivas e ampliar mecanismos de proteção.
  • A ampliação do uso de tornozeleiras eletrônicas para monitoramento de agressores e o fortalecimento de redes de acolhimento também foram mencionados.
  • O encontro, promovido pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), reúne representantes de 24 estados e delegações internacionais, e segue até 14 de junho.

A primeira-dama Janja Lula da Silva participou nesta quinta-feira (11/6) do III Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas, em Brasília, no Gama. Ela acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e discursou sobre a violência contra mulheres negras.

Em discurso emocionado, Janja leu nomes de mulheres assassinadas recentemente e destacou a desigualdade histórica que atinge negras. Ela ressaltou que a violência não atinge todas da mesma forma.

Segundo dados citados, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 62% das vítimas de feminicídio entre 2021 e 2024 eram mulheres negras. A fala criticou a invisibilização dessas vítimas.

A primeira-dama destacou ações do governo no enfrentamento da violência, entre elas o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. Também mencionou o uso ampliado de tornozeleiras eletrônicas e redes de acolhimento.

Márcia Lopes, ministra das Mulheres, reforçou o papel central das quilombolas na defesa de territórios tradicionais e na luta contra desigualdades históricas. Ela citou democracia, reparação e justiça climática.

Promovido pela Conaq, o encontro reúne representantes de 24 estados brasileiros e delegações internacionais. O tema é “Mulheres Quilombolas na Defesa da Justiça Climática, por Reparação e Democracia”.

O evento segue até o dia 14 de junho, com debates, painéis e atividades voltadas ao fortalecimento das comunidades quilombolas e à promoção de direitos.

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