- Janja Lula da Silva participou do III Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas em Brasília, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cobrando o fim da violência contra mulheres negras.
- Em discurso emocionado, leu nomes de vítimas de violência de gênero e destacou que mulheres negras são as maiores vítimas da desigualdade e da violência.
- Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que cerca de sessenta e dois por cento das vítimas de feminicídio entre 2021 e 2024 eram mulheres negras.
- Ela citou avanços do governo, como o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, redução do tempo de análise de medidas protetivas e ampliar mecanismos de proteção.
- A ampliação do uso de tornozeleiras eletrônicas para monitoramento de agressores e o fortalecimento de redes de acolhimento também foram mencionados.
- O encontro, promovido pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), reúne representantes de 24 estados e delegações internacionais, e segue até 14 de junho.
A primeira-dama Janja Lula da Silva participou nesta quinta-feira (11/6) do III Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas, em Brasília, no Gama. Ela acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e discursou sobre a violência contra mulheres negras.
Em discurso emocionado, Janja leu nomes de mulheres assassinadas recentemente e destacou a desigualdade histórica que atinge negras. Ela ressaltou que a violência não atinge todas da mesma forma.
Segundo dados citados, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 62% das vítimas de feminicídio entre 2021 e 2024 eram mulheres negras. A fala criticou a invisibilização dessas vítimas.
A primeira-dama destacou ações do governo no enfrentamento da violência, entre elas o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. Também mencionou o uso ampliado de tornozeleiras eletrônicas e redes de acolhimento.
Márcia Lopes, ministra das Mulheres, reforçou o papel central das quilombolas na defesa de territórios tradicionais e na luta contra desigualdades históricas. Ela citou democracia, reparação e justiça climática.
Promovido pela Conaq, o encontro reúne representantes de 24 estados brasileiros e delegações internacionais. O tema é “Mulheres Quilombolas na Defesa da Justiça Climática, por Reparação e Democracia”.
O evento segue até o dia 14 de junho, com debates, painéis e atividades voltadas ao fortalecimento das comunidades quilombolas e à promoção de direitos.
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