- O presidente da Câmara, Hugo Motta, apresentou uma saída surpresa para o texto sobre a jornada de trabalho no modelo 6×1 e pretende destravar as votações na próxima semana.
- O texto a ser pautado é o elaborado pelo governo, mantendo o mesmo relator da PEC já aprovada: Léo Prates.
- O conteúdo mantém dois dias de descanso por semana, reduz as horas semanais de sessenta para quarenta, sem reduzir salários.
- O plenário ficará livre para analisar outros projetos após a votação, incluindo a renegociação de dívidas de produtores rurais, considerada pelo governo uma pauta de grande impacto fiscal.
- A proposta envolve um custo fiscal estimado de cerca de R$ 120 bilhões.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, acertou uma saída surpresa para o texto que trata do fim da jornada de trabalho no modelo 6×1, com o objetivo de destravar as votações no plenário na próxima semana. A manobra visa manter o cronograma previsto para votações de pauta.
A proposta que entrará na pauta é do governo e seguirá o mesmo modelo já aprovado em outra comissão, mantendo o mesmo relator, Léo Prates. Motta afirmou ao R7 Planalto ter recebido o convite na tarde desta quinta-feira, pouco antes da divulgação da ação, com orientação de preservar os pontos acertados.
O texto mantém a garantia de dois dias de descanso por semana, reduz a jornada de 44 para 40 horas e não implica reajuste salarial. Quando aprovado, o plenário ficará livre para analisar outras matérias da agenda.
Detalhes da proposta
A votação pode abrir espaço para a renegociação de dívidas de produtores rurais, que o governo classifica como pauta de alto impacto fiscal. O governo estima um efeito financeiro de cerca de R$ 120 bilhões.
A expectativa é de que o resultado do plenário defina o ritmo da pauta nos próximos dias, com foco na conclusão de itens já acordados entre governo e base aliada. As próximas semanas devem trazer novos desdobramentos para a tramitação.
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