- Quinze pessoas foram denunciadas à Justiça, incluindo três policiais civis, um policial militar e um delegado suspeito, por participação em um esquema de loteamentos ilegais no Parque Estadual da Pedra Branca, no Rio.
- As ações ocorreram na quinta-feira, 11 de julho, com quatro mandados de prisão e sete de busca e apreensão em bairros como Copacabana, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Olaria, Realengo, Magalhães Bastos e Jardim Sulacap.
- O grupo seria liderado por Milton de Souza Junior, que se dizia proprietário de terras na região e vendia lotes mediante uso de corretores de fachada e laranjas.
- As investigações apontam vínculos com milícia da zona oeste e uso de policiais em desvio de conduta para obter informações privilegiadas, inclusive discutindo a execução de milicianos rivais.
- O Ministério Público estima prejuízo de mais de R$ 846 mil e pediu sequestro de bens e suspensão do exercício de funções públicas dos denunciados.
Quinze pessoas foram denunciadas à Justiça por envolvimento em um esquema de loteamentos ilegais no Parque Estadual da Pedra Branca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Entre os denunciados estão três policiais civis e um policial militar, além de um delegado da Polícia Civil alvo de buscas. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Na operação deflagrada nesta quinta-feira, as autoridades cumpriram quatro mandados de prisão e sete de busca e apreensão. As ações ocorreram em bairros como Copacabana, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Olaria, Realengo, Magalhães Bastos e Jardim Sulacap.
Estrutura criminosa e lideranças
A Promotoria aponta Milton de Souza Junior como líder do grupo, que se apresentava como proprietário de terras na região e promovia o parcelamento irregular de terrenos na Área de Amortecimento do parque. Lotes eram vendidos com a falsa promessa de regularização.
Vínculos com milícia e uso de informações
As investigações indicam que a organização era sustentada pela corrupção de agentes públicos, por vínculos com a milícia da zona oeste e por práticas violentas. Policiais civis teriam usado informações privilegiadas para dificultar as investigações.
Envolvimento de policiais e operações
O celular de um dos policiais civis, Marcos Eduardo Maia, foi periciado, revelando contatos com colegas que levantavam dados de interesse da organização. Entre eles estavam Marcello Carvalho de Menezes e Leonardo da Silva Machado.
Braço operacional e danos ambientais
Wilson Renato Ribeiro Matheus seria o braço direito de Milton, enquanto o policial militar Wendel Vale de Oliveira fornecia maquinário, como escavadeiras, para a ação criminosa. Além dos danos ambientais, o MP estimou prejuízo superior a 846 mil reais.
Medidas judiciais
Diante dos fatos, o MP pediu o sequestro de bens dos denunciados e a suspensão do exercício de funções públicas. A Justiça deverá decidir sobre as medidas constraintivas e eventuais prisões preventivas.
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