- O debate eleitoral atual não dá destaque suficiente à segurança pública que atinge as crianças, apesar de ser a principal preocupação dos eleitores.
- Propõe-se criar uma Política Nacional de Prevenção de Violências contra Adolescentes, com foco nos meninos negros da periferia e orçamento próprio.
- A política deve integrar educação, trabalho, saúde, assistência social e direitos humanos, com governança clara e mecanismos de monitoramento.
- Em violência doméstica e na primeira infância, é essencial apoiar famílias, orientar cuidadores e agir para proteger crianças, com responsabilização dos agressores.
- Promessas devem virar prática após as eleições, com planejamento orçamentário e ações para romper ciclos de pobreza, racismo e violência.
O debate eleitoral sobre segurança pública vem deixando crianças em segundo plano, apesar de sua presença nos slogans e imagens. A atual pesquisa mostra que esse tema é a principal preocupação do eleitorado.
Em 4 meses das eleições, a urgência é que candidatos se comprometam publicamente a evitar que mais crianças sejam vítimas da violência. Violência doméstica, crimes com arma de fogo e racismo aparecem entre as principais preocupações.
O documento aponta a necessidade de uma Política Nacional de Prevenção de Violências contra Adolescentes. A proposta envolve os ministérios de educação, saúde, assistência social e direitos humanos, com governança clara e orçamento próprio.
Propostas para prevenção e atuação governamental
A política deve priorizar meninos negros, de periferia, articulando prevenção e resposta. Ela prevê monitoramento, avaliação de resultados e ações contra os autores de violência, com enfoque também na Justiça.
O texto defende integração das ações aos programas de primeira infância, cuidados e proteção social. O objetivo é manter crianças e adolescentes em direitos, com oportunidades e serviços acessíveis.
A ideia é que as promessas eleitorais se transformem em políticas públicas após as eleições, com planejamento orçamentário atualizado pelos governos eleitos.
Viés de orçamento e alcance social
O documento alerta que não priorizar a infância custa caro às famílias e ao Estado. Cresce a necessidade de investir na proteção, ensino e oportunidades para evitar ciclos de pobreza e violência.
No tema da violência doméstica, a orientação é apoiar famílias para educar sem agressão. Pais, mães e cuidadores devem receber orientações e canais de denúncia seguros.
A Justiça, nesse contexto, atua para apoiar vítimas e responsabilizar agressores, garantindo proteção e reparação.
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