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Pesquisa Quaest: Flávio cai 9 pontos entre evangélicos; Lula sobe 7

Entre evangélicos, queda de nove pontos para Flávio Bolsonaro impulsiona Lula a trinta e um por cento entre esse grupo no segundo turno

O senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, na Marcha para Jesus, no feriado de Corpus Christi (4 de junho), em São Paulo
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  • Na pesquisa Genial/Quaest, Lula aparece com 44% e Flávio Bolsonaro com 38% no segundo turno.
  • Entre evangélicos, Flávio caiu de 61% para 52%; Lula subiu de 24% para 31%.
  • A possível melhora da avaliação de Lula entre esse grupo passa pela alta na aprovação do governo, de 28% (abril) para 35% (junho), e queda da desaprovação para 60%.
  • Alguns evangélicos atribuem a queda de Flávio à controvérsia envolvendo o envolvimento com o Banco Master e à percepção de mentiras.
  • Levantamento da Ativaweb DataLab, analisando milhões de menções online, aponta 51,9% de tom negativo sobre o senador logo após a Marcha para Jesus.

Os dados de uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana mostram variações relevantes entre eleitores evangélicos e a avaliação do governo. Flávio Bolsonaro ficou com 38% das intenções de voto no segundo turno, 8 pontos abaixo de Lula, que tem 44%. Entre católicos, Flávio manteve 34% no segundo turno, igual ao mês anterior.

Entre os evangélicos, houve queda de 9 pontos percentuais para Flávio, que passou de 61% para 52%. Lula, nesse grupo, subiu de 24% para 31%, ampliando a distância para o adversário. A diferença entre os dois candidatos é menor no conjunto não evangélico, onde Lula já lidera com maior folga.

A avaliação sobre o governo entre evangélicos também avançou. A aprovação subiu de 28% em abril para 35% em junho, enquanto a desaprovação caiu de 68% para 60% no mesmo período. A pesquisa aponta que críticas relacionadas a declarações de campanha influenciaram o sentimento do eleitorado religioso.

Segundo especialistas ouvidos, o desempenho de Flávio Bolsonaro pode ter sido impactado por controvérsias envolvendo seu envolvimento com o Banco Master, citadas em reportagens anteriores. Em março, houve réplicas sobre contatos dele na agenda de um empresário ligado ao caso.

Análise de menções públicas feita pela Ativaweb DataLab indicou problemas de percepção entre eleitores evangélicos logo após a Marcha para Jesus, na semana anterior. Em apenas 20 horas, 51,9% das menções ao senador foram negativas, com críticas à visão de que a Marcha seria espaço de disputa eleitoral.

Os resultados ajudam a entender o movimento de apoio entre grupos religiosos, com efeitos diferentes para cada candidato e para a avaliação do governo. A pesquisa traz ainda detalhes sobre o tom das falas de Flávio Bolsonaro durante eventos públicos.

Fonte: pesquisa Genial/Quaest e levantamento da Ativaweb DataLab, com análise de menções em redes sociais. As informações são apresentadas pela reportagem da Folha de S. Paulo.

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