- Artur Gomes da Silva Neto, ex-auditor fiscal da Fazenda de São Paulo, é apontado como o líder do suposto esquema bilionário de propinas e foi recapturado em Ribeirão Pires, após ter sido solto há uma semana.
- a prisão ocorreu por volta das seis horas, com arrombamento da porta da residência; foram apreendidos R$ 10 mil em dinheiro.
- Artur foi levado à carceragem da Polícia Civil de Ribeirão Pires e, em seguida, à Cadeia Pública de Santo André; a prisão preventiva foi decretada pelo juiz Guilherme Eduardo Martins Kellner.
- o Ministério Público o considera comandante do maior esquema de corrupção já registrado na Secretaria da Fazenda de São Paulo, envolvendo 46 atos de corrupção e a movimentação de grandes valores.
- em 28 de maio, o juiz revogou um primeiro decreto de prisão preventiva; Artur é réu confesso, já tentou delação premiada que não foi aceita, e as investigações o situam como mentor da organização criminosa.
Artur Gomes da Silva Neto, ex-auditor fiscal da Fazenda de São Paulo, foi preso novamente nesta quarta-feira, 10, em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. A prisão ocorreu por ordem do juiz Guilherme Eduardo Martins Kellner, da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens da Capital. Ele é apontado pelo Ministério Público como líder de um esquema bilionário de propinas no Fisco paulista.
A ação policial começou por volta das 6h, quando agentes arrombaram a porta da residência do ex-auditor, que não atendeu aos chamados. Durante o cumprimento do mandado, foram apreendidos R$ 10 mil em espécie.
Artur Gomes da Silva Neto foi levado à carceragem da Delegacia de Ribeirão Pires e depois encaminhado à Cadeia Pública de Santo André. A decisão de prisão preventiva o aponta como comandante do maior esquema de corrupção já registrado na SEFAZ-SP.
Contexto da Operação Ícaro
Segundo o Ministério Público, o grupo praticava movimentações expressivas de dinheiro, com fácil reinserção de membros. O magistrado destacou o risco de destruição de provas e a complexidade da organização.
Artur é réu confesso em parte das acusações e chegou a tentar um acordo de delação premiada que não foi aceito. A investigação envolve supostas propinas de grandes varejistas, como Ultrafarma e Fast Shop, ligadas ao esquema de devolução de créditos de ICMS.
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