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Policial federal é investigado por repassar dados sigilosos a criminosos

Operação Âmbitus investiga policial federal por repassar informações sigilosas a organização criminosa; sete mandados, prisão preventiva e bloqueio de R$ 22 milhões

Imagens coloridas mostram dois agentes da Polícia Federal, com coletes da instituição, em cena noturna
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Âmbitus para investigar uma organização criminosa que supostamente corrompia um servidor público federal para obter informações sigilosas sobre fiscalizações ambientais na região amazônica.
  • Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados de Rondônia, Goiás e Alagoas, além de um mandado de prisão preventiva.
  • A Justiça Federal determinou o sequestro de bens e valores que somam R$ 22 milhões.
  • As investigações, iniciadas a partir de informações de operações contra garimpo ilegal, apontam que integrantes do grupo recebiam antecipadamente detalhes de operações policiais para dificultar a atuação das autoridades.
  • A apuração apura possível lavagem de dinheiro; os suspeitos podem responder por corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira 11/6 a Operação Âmbitus para investigar uma organização criminosa suspeita de corromper um servidor público federal e obter informações sigilosas sobre ações de fiscalização ambiental na região amazônica. O objetivo é entender como funcionava o repasse de dados para evitar operações de combate ao garimpo ilegal.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos estados de Rondônia, Goiás e Alagoas, além de um mandado de prisão preventiva. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores que somam 22 milhões de reais.

Segundo a PF, as investigações tiveram início a partir de informações coletadas em operações voltadas ao garimpo ilegal. Indícios apontam que integrantes da organização recebiam antecipadamente detalhes sobre ações policiais, permitindo a adoção de medidas para dificultar as fiscalizações.

A apuração também apura possíveis práticas de lavagem de dinheiro, com uso de empresas e outras estruturas para movimentação e ocultação de recursos obtidos com as atividades ilícitas. Os suspeitos podem responder por corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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