Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

STJ decide que celular não é bem essencial

STJ decide que celular não é bem essencial; operadoras não são obrigadas a substituir imediatamente em caso de defeito

Celular Samsung Galaxy A55 (imagem ilustrativa: Everton Favretto/Tecnoblog)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Terceira Turma do STJ decidiu que celulares não são bens essenciais, o que autoriza operadoras ou fabricantes a não substituírem imediatamente o aparelho em caso de defeito.
  • a decisão teve origem em ação da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, que argumentava que o celular é indispensável no dia a dia.
  • no TJ do Rio de Janeiro, a tese foi rejeitada, sob o argumento de custos adicionais para as operadoras e pela capacidade de usar o chip em outro aparelho.
  • no STJ, a ministra relatora Nancy Andrighi e a ministra Daniela Teixeira votaram a favor de reconhecer o celular como bem essencial; o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva divergiu, acompanhado pelos ministros Humberto Martins e Moura Ribeiro.
  • a decisão pode criar precedente para casos semelhantes e influenciar futuras interpretações sobre o tema, sem entrar em questões constitucionais.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), 3ª Turma, decidiu que celulares não são bens essenciais. A decisão, publicada nesta semana, afeta a obrigação de substituição imediata em caso de defeito. O entendimento muda o que já era previsto no CDC.

A tese foi discutida em ação civil pública movida pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro contra operadoras de telecomunicações. O órgão alegou que o celular é indispensável para o dia a dia do cidadão, o que justificaria substituição imediata em defeito.

O julgamento envolveu a relatora ministra Nancy Andrighi, que votou pela essencialidade do celular, e a ministra Daniela Teixeira, que também votou nesse sentido. Houve divergência do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, acompanhado por Humberto Martins e Moura Ribeiro, que consideraram o dispositivo não essencial de forma automática.

Como ficou a decisão

A decisão manteve a posição de que aparelhos celulares podem não ser considerados bens essenciais para fins de substituição imediata. O voto divergente sustentou que a dependência do dispositivo varia conforme o contexto de cada usuário.

A jurisprudência ainda pode influenciar casos semelhantes no país. Normalmente, decisões do STJ em matéria do CDC têm peso relevante, com possibilidade de revisão apenas em instâncias superiores em questões constitucionais.

Implicações práticas

Operadoras não são obrigadas a trocar celulares com defeito de forma imediata com base no novo entendimento. A definição de bem essencial passa a depender de interpretação do tribunal e do contexto de cada caso. A decisão pode orientar futuras ações e acordos de reparo.

A releitura do tema permanece sob análise e pode ser alvo de novas ações que questionem a aplicação do CDC em cenários semelhantes. Fontes indicaram que o tribunal pode consolidar o entendimento ao longo de processos correlatos.

Fontes: informações veiculadas pela imprensa especializada e decisões do STJ.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais