- A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou o pedido de Alabama para executar Jeffrey Lee com gás nitrogênio, mantendo a liminar que bloqueia o protocolo.
- Tribunais de instância e um tribunal federal já haviam considerado o método inconstitucional, levando a uma controvérsia jurídica em andamento.
- A execução por nitrogênio está em pausa; Alabama promete manter a defesa do protocolo, o que pode levar a um embate na Suprema Corte.
- Se for reconhecido como constitucional pelo tribunal superior, o veredito pode influenciar outros estados que adotaram a execução por nitrogênio.
- O caso se soma a um histórico de críticas ao método, considerado por opositores brutal e sem transparência, com episódios anteriores de sofrimento durante as execuções.
O Supremo Tribunal Federal dos EUA rejeitou, nesta quinta-feira, o pedido da Alabama para executar o presidiário Jeffrey Lee com gás nitrogênio. A decisão mantém o protocolo sob protesto jurídico e abre caminho para um potencial choque legal sobre a validade do método.
A execução por nitrogênio envolve o uso de um respirador preso ao rosto do preso, que respira nitrogênio puro até sofrer asfixia por privação de oxigênio. O caso de Lee ganha contorno nacional, já que tribunais inferiores haviam considerado o protocolo inconstitucional.
Lee, de 49 anos, foi condenado pela polícia por dois homicídios durante um roubo em 1998. O estado de Alabama alterou a forma de sentença de vida sem possibilidade de liberdade condicional para pena de morte em 2000, sem tornar retroativa uma reforma de 2017 que aboliu a substituição judicial.
A decisão selvada por Alabama envolve também o histórico da prática: desde 2024, oito execuções com nitrogênio ocorreram nos EUA, todas associadas a controvérsias sobre brutalidade. A análise de especialistas aponta para a possibilidade de o caso de Lee chegar ao STF, moldando a legalidade da prática em outros estados.
Os advogados de Lee destacaram que a Justiça já havia considerado o protocolo cruel e incompleto, mantendo a paralisação atual. Em resposta, o procurador-geral de Alabama afirmou que a decisão é injusta e que o estado está pronto para defender a sentença de morte de Lee, caso haja nova discussão jurídica.
A defesa assinala que a evidência de impactos reais durante as mortes por nitrogênio não é mera especulação, citando relatos de testemunhas e de especialistas. Enquanto isso, críticas ao método ressaltam a opacidade de procedimentos e a duração prolongada de algumas mortes.
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