- Governo pretende lançar o Desenrola para adimplentes até o fim de junho, atendendo quem está em dia com o Fies ou com operações de crédito nos bancos.
- O Novo Desenrola, voltado à renegociação de dívidas, deve beneficiar até dez milhões de brasileiros até o fim deste mês.
- Durigan aposta na aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1, com negociações em curso entre o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- O secretário avalia que a renegociação de dívidas rurais pode reduzir a oferta de crédito e abrir precedentes para outros setores, mantendo diálogo com parlamentares.
- Durigan critica senadores que reclamam de juros altos, apontando que alguns apoiaram medidas de renegociação do agronegócio que podem impactar o mercado.
Durante entrevista ao programa Alô, Alô, Brasil, da Rádio Nacional, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo planeja lançar até o fim de junho o Desenrola para adimplentes. O foco são estudantes com pagamentos em dia do Fies e clientes que mantêm obrigações financeiras em dia.
A pasta também aposta no Novo Desenrola, destinado à renegociação de dívidas, que deve alcançar 10 milhões de brasileiros até o fim do mês. Durigan ressaltou que o Desenrola para adimplentes poderá contemplar quem está adimplente no Fies ou tem crédito ativo em bancos.
Desenrola para adimplentes
Segundo o ministro, o anúncio do programa deve ocorrer ainda em junho, com reforços para quem mantém pagamentos em dia tanto no âmbito do Fies quanto em operações de crédito.
Além disso, Durigan destacou a continuidade de ações de crédito responsáveis e a flexibilização de condições para quem cumpre as obrigações, mantendo o objetivo de ampliar o acesso a novos créditos com responsabilidade.
PEC da 6×1 e impactos
Durigan afirmou acreditar na aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1, em tramitação no Senado. O ministro disse que negociações com o presidente da casa, Davi Alcolumbre, podem favorecer a pauta, que prevê um dia adicional de descanso para trabalhadores.
Renegociação de dívidas rurais
O secretário avaliou que a renegociação de dívidas rurais pode ter efeito negativo sobre o mercado de crédito, reduzindo a oferta de financiamentos e criando precedentes para outros setores buscarem benefícios com custos aos cofres públicos.
Durigan disse manter diálogo com parlamentares para apresentar análises técnicas e alertar sobre impactos. Também criticou senadores que, segundo ele, apoiam medidas que elevam custos com juros, enquanto reclamam de juros elevados.
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