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Tribunal sul-coreano condena ex-presidente Yoon Suk Yeol a 30 anos

Tribunal sul-coreano condena o ex-presidente Yoon Suk Yeol a trinta anos de prisão por ordenar incursão de drones para justificar lei marcial

O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol chega a um tribunal para participar de uma audiência de revisão de seu mandado de prisão, solicitado por promotores especiais, em Seul, Coreia do Sul, em 9 de julho de 2025. REUTERS/Kim Hong-Ji/Pool/Foto de arquivo
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  • Um tribunal sul-coreano condenou o ex-presidente Yoon Suk Yeol a trinta anos de prisão por ordem de uma incursão de drones sobre a Coreia do Norte, para criar pretexto para a tentativa de lei marcial em 2024.
  • A corte o declarou culpado de auxílio ao inimigo e abuso de poder, afirmando que ele conspirou desde o início para a operação sobre Pyongyang em outubro de 2024.
  • A decisão se soma às sentenças anteriores contra o líder conservador, cuja tentativa de lei marcial mergulhou a economia sul-coreana em turbulência política.
  • Yoon negou irregularidades, e seus advogados afirmaram que ele não ordenou nem aprovou a operação, que segundo eles não tinha relação com a lei marcial.
  • Os promotores haviam pedido trinta anos de prisão; Yoon está detido e pode recorrer da decisão, já tendo recorrentes decisões anteriores contra ele.

Um tribunal sul-coreano condenou o ex-presidente Yoon Suk Yeol a 30 anos de prisão por envolvimento em uma incursão de drones sobre a Coreia do Norte, em dezembro de 2024, para justificar uma suposta declaração de lei marcial. A decisão considerou Yoon culpado de auxílio ao inimigo e abuso de poder, afirmando que ele conspirou desde o início.

A condenação ocorre em meio a uma série de vereditos que atingem o líder conservador deposto, que já enfrentava outras acusações relacionadas à tentativa de impor a lei marcial. Yoon já havia sido destituído do cargo após o impeachment, confirmado pela Corte Constitucional, abrindo caminho para eleições antecipadas vencidas por Lee Jae Myung.

Yoon negou irregularidades, afirmando que não ordenou nem aprovou a operação, que, segundo a defesa, não tinha relação com a lei marcial, mas sim com relatos de lançamentos norte-coreanos de balões com lixo. Promotores haviam pedido 30 anos de prisão, e em fevereiro houve outra condenação envolvendo liderança de insurreição ligada à lei marcial.

Ele permanece detido e pode recorrer da decisão. A defesa já indicou que pretende contestar o veredito, ampliando o atrito político já existente no país. A próxima etapa envolve o exame dos recursos e eventuais ajustes na sentença.

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