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Advogado é condenado a sete anos por desvio de recursos de idosos e indígenas

Advogado é condenado a sete anos e quatro meses por apropriação de recursos de idosos, analfabetos e indígenas em Arame (MA); reparação de cerca de R$ 207 mil

Advogado é condenado a sete anos de prisão por desvio de recursos de idosos, analfabetos e indígenas
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  • O advogado Wender Lima de Lima foi condenado a sete anos e quatro meses de prisão em regime fechado pelo crime de apropriação indébita majorada pelo exercício da profissão, em Arame, Maranhão.
  • A sentença também o envolve nos crimes de falsidade ideológica e fraude processual qualificada, pelos quais recebeu mais onze meses de detenção.
  • O juiz determinou o pagamento de reparação mínima de R$ 207.866,50 às vítimas, todas em situação de hipervulnerabilidade (idosas, analfabetas e indígenas Guajajara).
  • Segundo o Ministério Público do Maranhão, Lima aproveitou-se de atividades profissionais para levantar 25 alvarás judiciais e homologações de acordos, com saques e transferências para suas próprias contas.
  • A defesa ainda não foi localizada pelo Estadão; o promotor Felipe Augusto Rotondo ressaltou o foco em proteger as pessoas vulneráveis e evitar a revitimização.

O advogado Wender Lima de Lima foi condenado a sete anos e quatro meses de prisão em regime inicial fechado por apropriação indébita majorada pelo exercício da profissão. A sentença é da Vara da Comarca de Arame, Maranhão.

A denúncia, apresentada pelo Ministério Público do Maranhão por meio da Promotoria de Arame, aponta desvio de recursos de pacientes hipervulneráveis, incluindo idosos, analfabetos e indígenas Guajajara. O caso envolve 25 alvarás e homologações de acordos.

A decisão também o condena por falsidade ideológica e fraude processual qualificada, com pena adicional de onze meses de detenção. O valor de reparação mínimo aos danos materiais é de 207.866,50 reais.

Investigação e desdobramentos

Segundo o Ministério Público, o condenado sacou em espécie e transferiu para suas contas recursos de causas que representava, deixando as vítimas desamparadas.

A defesa ainda não foi localizada pelo Estadão, que mantém contato para atualizar informações sobre o andamento da defesa e possíveis recursos. O promotor Felipe Rotondo ressaltou o foco na proteção das vítimas.

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