- Flávio Bolsonaro enfrenta impasses em três dos quatro maiores colégios eleitorais do país: Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro, que juntos somam cerca de 40,7 milhões de eleitores.
- Minas Gerais: o Republicanos avalia aliança com o PL para o governo, mas há resistência interna a uma chapa puro-sangue; a composição tem aval de Flávio Bolsonaro e pode afastar o grupo de Romeu Zema.
- Bahia: o PL aguarda a decisão de ACM Neto, que lidera as pesquisas para governador; aliados esperam apoio formal para formar frente de oposição, enquanto Neto sinaliza apoio a Ronaldo Caiado para o Planalto em eventual segundo turno.
- Rio de Janeiro: cenário instável, com cassação de Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral e prisão de Rodrigo Bacellar desestruturando a base bolsonarista; Paes lidera pesquisas e trabalha para uma supercoligação com o PT.
No xadrez das eleições nacionais, o senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta impasses para consolidar sua base em três dos maiores colégios eleitorais do país: Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro. O PL acompanha de perto esses cenários, que envolvem alianças regionais e disputas internas. Minas, Bahia e RJ abrigam juntos cerca de 40,7 milhões de eleitores, segundo o TSE de 2024, o que representa aproximadamente um quarto do eleitorado.
A atuação nesses estados é vista como determinante para sustentar a presença do partido no cenário nacional e para estruturar frentes oposicionistas ao governo atual.
MG
No segundo maior colégio, Minas Gerais, a chapa para o governo ainda não está definida. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) vem avaliando uma aliança com o PL, mas observa resistência interna à ideia de uma composição dividida. O apoio de Flávio Bolsonaro tem sido recíproco, ainda que tenha afastado o ex-governador Romeu Zema (Novo) de possíveis entendimentos.
Além disso, o grupo tem sinalizado que a busca por uma formação competitiva pode depender de acordos entre siglas. Mesmo com as divergências, a chapa é vista como potencial termômetro das eleições nacionais. Cleitinho é apontado por aliados do bolsonarismo como candidato estratégico para o estado.
BA
Na Bahia, maior reduto da região Nordeste e do PT, o PL aguarda a definição de ACM Neto (União Brasil). Ele lidera as pesquisas para o governo estadual, e aliados de Flávio aguardam apoio formal que possa mobilizar uma frente de oposição. Neto sinalizou apoio a Ronaldo Caiado (PSD) para a Presidência, o que pode influenciar cenários futuros.
No pleito local, Jerônimo Rodrigues (PT) busca a reeleição. O cenário permanece em construção, com a expectativa de decidir passos futuros caso haja mudança no alinhamento entre siglas e lideranças regionais.
RJ
No Rio de Janeiro, o tabuleiro é marcado por mudanças recentes. A cassação do ex-governador Cláudio Castro (PL) pelo TSE e a prisão de Rodrigo Bacellar alteraram a base bolsonarista. Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Assembleia, mas o STF suspendeu a posse dele como governador interino.
O desembargador Ricardo Couto de Castro ocupa o cargo até as eleições, enquanto Castro deixou de disputar o Senado após investigações envolvendo empresários. Por outro lado, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) lidera as pesquisas, trabalhando com o apoio de Lula para formar uma aliança ampla no estado.
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