- A produção brasileira do filme Dark Horse declarou, em laudo pericial, ter gasto R$ 75 milhões na obra, com os recursos vindo integralmente de um fundo sediado nos Estados Unidos e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.
- O fundo Havengate recebeu cerca de US$ 10,6 milhões (aproximadamente R$ 61 milhões) solicitados por Flávio Bolsonaro, conforme dados públicos.
- Segundo o laudo, os recursos do Investidor Havengate financiaram mais de oitenta por cento dos custos totais do filme.
- O custo de produção no Brasil foi de US$ 3,7 milhões (equivalente a R$ 20,9 milhões) e nos Estados Unidos, US$ 9,6 milhões (R$ 54,2 milhões).
- A perícia afirma que os recursos usados foram de origem privada, abastecidos pelo Havengate, mas não detalha quem são os financiadores.
A produtora brasileira responsável pelo filme ficcional sobre a história de Jair Bolsonaro afirma ter gasto 75 milhões de reais na produção de Dark Horse. O laudo pericial aponta que todo o valor saiu de um fundo sediado nos EUA, controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.
O fundo Havengate recebeu aproximadamente 10,6 milhões de dólares de aportes feitos a pedido de Flávio Bolsonaro, segundo o documento. Dados públicos indicam que esses recursos financiaram mais de 80% dos custos do filme.
A perícia detalha que os gastos no Brasil somaram 3,7 milhões de dólares, cerca de 20,9 milhões de reais, enquanto os custos nos Estados Unidos somaram 9,6 milhões de dólares, equivalentes a 54,2 milhões de reais.
Financiamento do filme
Conforme o laudo, o Havengate Development Fund LP firmou contrato em 24 de fevereiro de 2025 para investir no Dark Horse. Até a elaboração do documento, o aporte totaliza cerca de 13,39 milhões de dólares.
Os registros indicam que as transferências de Vorcaro, a pedido de Flávio Bolsonaro, tiveram destino ao Havengate. O escritório Paulo Calixto, representante do fundo, atua também como advogado de Eduardo Bolsonaro.
A defesa de Karina Gama acionou a perícia para rebater suspeitas de desvio envolvendo contrato entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil, ONG de Karina. O laudo aponta origem privada dos recursos, sem detalhar os financiadores.
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