- 82,8% dos jovens internados em medidas socioeducativas tinham 16 anos ou mais em 2024, segundo o Sinase (dados consolidados em 2025).
- Em 2024, eram 12.054 adolescentes sob medida de restrição ou privação de liberdade, dos quais 10.359 tinham entre 16 e 21 anos.
- O conjunto de ações aponta para 1,033 dos 1.861 estabelecimentos prisionais com superlotação, segundo o CNJ.
- A PEC 32/2015, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, foi aprovada na CCJ da Câmara em 10 de junho de 2026 e segue para Comissão Especial temporária; ainda não há votação em plenário.
- Entre os atos infracionais mais comuns em 2024 estão roubo (4.335 internos), tráfico de drogas (3.691) e homicídio (1.720).
Em 2024, o Brasil registrou 10.359 jovens em meio fechado na restrição ou privação de liberdade dentro do sistema socioeducativo. O total de 12.054 pessoas cumpria medidas no regime de meio fechado, o que inclui adolescentes de 16 a 21 anos. Os dados são do Sinase e foram consolidados em 2025.
A faixa etária 16-21 representa 82,8% dos internados. A característica é importante porque a legislação permite que medidas aplicadas por atos cometidos na adolescência sejam concluídas até os 21 anos. Ao todo, esse recorte compõe a maioria do universo socioeducativo em 2024.
PEC e trajetória legislativa
Ação: comissões e votação
A Proposta de Emenda à Constituição 32/2015, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara em 10 de junho de 2026. O plenário ainda não votou o tema.
A próxima etapa envolve a criação de uma Comissão Especial temporária pela Mesa Diretora, para analisar o mérito da proposta. Restrições quanto ao avanço permanecem até a definição da comissão.
Reincidência e argumentos
Um ponto discutido é a reincidência: dados mostram retorno ao sistema socioeducativo após o atendimento, com 23,9% entre 2015 e 2019. Já no sistema prisional, a taxa de retorno é de 42,5%, segundo o CNJ.
De 2015 a 2019, esse Panorama de Reentradas é citado por críticos da PEC como argumento contra a redução da maioridade. Parlamentares contrários destacam a possibilidade de aumento da superlotação em presídios.
Atos infracionais e apreensões
Entre os atos infracionais mais comuns em 2024 estão o roubo, com 4.335 casos (31,1%), e o tráfico de drogas, com 3.691 casos (27%). O homicídio respondeu por 1.720 internações (12,6%).
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 aponta 72.790 apreensões de adolescentes em 2024, incluindo flagrantes e mandados. O total corresponde a quase 199 ocorrências por dia, ou pouco mais de 8 por hora.
Contornos do sistema
Nem todos os apreendidos entram no sistema socioeducativo. Em 2024, 2.759 jovens ingressaram no sistema após apreensões. Pesquisas recentes também observam o impacto de debates governamentais sobre políticas de responsabilização de menores.
Dados adicionais sobre legislação e opinião pública
Informações de pesquisas indicam apoio à redução da maioridade penal em parte da população, com variações por perfil de eleitor. Entre entrevistados, a percepção sobre políticas de segurança se relaciona a diferentes contextos políticos e regionais.
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