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Campanha de João Campos cai em pesquisas e mira Eduardo Campos

Campanha de João Campos recua em pesquisas e pretende usar o pai Eduardo Campos em inserções emocionais, enquanto aguarda posicionamento de Lula sobre palanque único

Lula no Galo da Madrugada, no carnaval de Recife, ladeado pela governadora Raquel Lyra e pelo agora ex-prefeito João Campos
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  • João Campos, candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, planeja campanha emocional para atrair eleitores que migraram para Raquel Lyra (PSD).
  • A estratégia passa a mirar a partir de 4 de julho a “paridade de armas”, já que Raquel não poderá inaugurar obras como governadora, segundo a equipe do socialista.
  • A ideia é usar inserções com o carisma de Campos e trazer o ex-governador Eduardo Campos, pai de João, que morreu em 2014, para reforçar a campanha.
  • Pesquisas internas apontam João como mais jovem e com visão de futuro, mas pesquisas externas mostram Raquel na liderança: Datafolha em maio aponta 51% a 44% no segundo turno, com queda de Campos.
  • O entorno de Campos aguarda posicionamento de Lula sobre palanque único em Pernambuco; Lula tem alta aprovação no estado, mas ainda não confirmou apoio claro ao PSB.

A campanha de João Campos (PSB) para o governo de Pernambuco passa por ajustes estratégicos após números de pesquisas mostrarem recuo na dianteira. O ex-prefeito do Recife pretende apostar em uma abordagem emocional, com inserções que valorizem a figura de Eduardo Campos, pai de João, falecido em 2014.

A ideia é explorar a relação de Campos com o eleitorado, destacando carisma e proximidade com a população. A equipe aposta que a partir de 4 de julho haverá paridade de armas, já que Raquel Lyra (PSD) não poderá inaugurar obras como governadora.

A campanha planeja inserir trechos com Eduardo Campos em vídeos e, possivelmente, em chamadas televisivas, para reforçar uma narrativa de legado e continuidade. A presença do pai já havia aparecido em março, quando João anunciou a pré-candidatura.

Dados de pesquisas recentes mostram o cenário no segundo turno. O Datafolha de maio aponta Raquel Lyra com 51% e João Campos com 44%. Em comparação com abril, Lyra cresceu e Campos caiu. O cenário de primeiro turno também traz queda para o socialista.

Segundo o levantamento Real Time Big Data desta semana, Campos aparece com 46% no segundo turno, frente a 41% de Lyra, mas o ex-prefeito tem perdido terreno desde o ano passado. No primeiro turno, ele estava em 45% contra 40%.

Coletivos de Campos sustentam que o desgaste ocorre por uso intenso da máquina pública pela adversária e por críticas à imagem associada ao presidente Lula. Raquel Lyra aparece, em geral, com agendas próprias, sem a mesma vinculação explícita ao petismo.

A equipe de Campos também questiona a atuação de Lula no estado. Pernambuco registra alta popularidade do presidente, com 63% de aprovação, segundo Datafolha de maio. Ainda assim, a relação entre João Campos e o apoio presidencial é vista como variável de campanha.

Em Brasília, Campos já se reuniu com Lula para discutir palanque em Pernambuco. Na ocasião, o presidente apontou que o único candidato dele no estado é João Campos, mas o silêncio público tem sido utilizado pela oposição como argumento de desgaste.

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