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Indígenas cobram pedágio na MT-235: entenda a origem da taxa de passagem

Cobrança de passagem na MT-235, desde 1997 por acordo com a Procuradoria Federal, repassa R$ 50 por veículo para comunidades Paresi

Segundo dados da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) sobre o povo Paresi, a cobrança tem origem em 1997, quando foi concedida com o consentimento da Procuradoria Federal.
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  • Cobrança de passagem ocorre na MT-235, no trecho que corta a Terra Indígena Paresi, entre Campo Novo do Parecis e Sapezal.

  • A prática teve origem em mil novecentos noventa e sete, com consentimento da Procuradoria Federal, durante a pavimentação da rodovia.

  • Dois pontos de cobrança são administrados pelas associações Paresi Wáimare e Halitinã; hoje, caminhões pagam R$ cinquenta pela passagem (rodotrem também), em uma única cobrança por viagem.

  • A rota é estratégica para o escoamento da produção agroindustrial da região, funcionando como atalho que evita cerca de duzentos e cinquenta quilômetros de trajeto.

  • O dinheiro arrecadado é destinado às comunidades, com investimentos em saúde, educação, agricultura e melhorias nas aldeias, beneficiando milhares de pessoas.

A cobrança de passagem na MT-235, trecho que corta a Terra Indígena Paresi, permanece em vigor entre Campo Novo do Parecis e Sapezal. O debate voltou à tona após a circulação de um vídeo nas redes sociais que questiona a prática e sugere irregularidade. A taxa, conhecida como pedágio indígena, é defendida como direito de passagem pelos povos da região.

A tarifa existe desde 1997, resultado de um acordo com a Procuradoria Federal durante a pavimentação da rodovia. Participantes da comunidade Paresi afirmam que o dinheiro arrecadado é revertido para as próprias aldeias, em áreas como saúde, educação e infraestrutura local. A rota é utilizada por caminhões e veículos de escoamento da produção agrícola.

O trecho da MT-235 funciona como atalho logistico importante, reduzindo distâncias para Sapezal e outros polos produtores. Sem a passagem pela Terra Indígena Paresi, a viagem pode exigir cerca de 250 quilômetros a mais. A região conecta também cargas destinadas à hidrovia do Rio Madeira.

A cobrança é administrada por duas associações Paresi, a Wáimare e a Halitinã. Segundo lideranças ouvidas anteriormente, os recursos são distribuídos entre as famílias das aldeias mensalmente. O governo estadual e a Funai acompanham a prática desde o início, sem detalhar o funcionamento atual da arrecadação.

A origem do pagamento está vinculada a acordos para permitir a pavimentação da estrada dentro da Terra Indígena. Ao longo dos anos, a prática ganhou notoriedade entre motoristas que passam pela região, gerando debates sobre legalidade e fair play. Em 2017, o portal O Livre já havia traçado esse cenário com as lideranças Paresi.

O Estradão tentou ouvir representantes Paresi para esclarecer o funcionamento atual, mas não houve entrevista. A reportagem continuará acompanhando a evolução do tema e os desdobramentos da cobrança na MT-235, que persiste como ponto de tensão entre logística regional e direitos das comunidades indígenas.

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