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Superlotação em presídios sobe de 150% para 160% em 6 meses

Presídios operam com ocupação de 160,7% em junho de 2026, déficit de 298.875 vagas e população carcerária cresce 7,81% em seis meses

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  • Dados do CNJ indicam que a ocupação dos presídios passou de 150,3% em dezembro de 2025 para 160,7% em junho de 2026, com déficit de 298.875 vagas em 12 de junho de 2026.
  • Em 1.836 estabelecimentos visitados no último trimestre de 2025 havia 726.149 pessoas privadas de liberdade para 483.258 vagas, resultando em 150,3% de ocupação.
  • Em 2026, o número de vagas ficou em 484.016 (alta de 0,16%), enquanto a população carcerária subiu para 782.891 pessoas (crescimento de 7,81%).
  • A superlotação é tema da PEC 32 de 2015, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos; a Câmara aprovou a matéria pela CCJ e uma Comissão Especial temporária deve analisá-la antes do plenário.
  • Dados do Sisdepen apontam queda de patamar desde 2021; no sistema socioeducativo, a taxa de ocupação é de 64,13% com 11.599 jovens privados de liberdade para 18.088 vagas.

O sistema prisional brasileiro registrou aumento da superlotação nos últimos seis meses. Dados do CNJ, coletados pelo Geopresídios, mostram a taxa de ocupação subir de 150,3% para 160,7% entre dezembro de 2025 e junho de 2026. Em junho, havia déficit de 298.875 vagas.

Entre junho de 2026 e dezembro de 2025, a população carcerária passou de 726.149 para 782.891 pessoas, mesmo com o crescimento das vagas de 483.258 para 484.016. A variação representa alta de 7,81% na população e leve aumento de 0,16% na oferta de vagas.

O levantamento é produzido por diferentes instituições. O CNJ faz inspeções mensais nos presídios, já o Sisdepen consolida dados semestrais enviados pelos estados. A divergência entre as metodologias pode explicar variações nos números apresentados.

Debates sobre PEC 32 de 2015

A PEC 32, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, tem sido tema de discussão política. Críticos afirmam que a medida pode agravar a superlotação, enquanto defensores alegam ganhos de responsabilização juvenil.

Pesquisadores ressaltam que a reincidência é mais alta entre jovens do sistema socioeducativo comparado ao sistema prisional de maioridade mínima. Em relatório do CNJ de 2020, a taxa de retorno ao sistema de todos os infratores é maior entre maiores de 18 anos.

A posição de autoridades estaduais se mistura ao debate. O secretário de Segurança Pública de São Paulo revelou torcida pela aprovação da PEC, argumentando que jovens entre 16 e 17 anos deveriam responder por infrações. Paralelamente, parlamentares contrários citam dados de retorno ao crime para sustentar a oposição.

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