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AGU garante posse de candidata exonerada do Itamaraty após banca racial

AGU assegura posse de candidata exonerada por banca de heteroidentificação, após acordo que encerra a disputa e prevê renúncia a indenizações

Flávia Medeiros, oficial de chancelaria do Itamaraty que foi exonerada
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  • A Advocacia-Geral da União firmou acordo para garantir a nomeação e a posse de Flávia Medeiros no cargo de Oficial de Chancelaria do Serviço Exterior Brasileiro, mesmo após a exoneração anterior por heteroidentificação.
  • Ela foi aprovada em concurso de 2024 para vaga reservada a candidatos pretos, mas a banca afirmou que possuía características fenotípicas incompatíveis com os critérios de cotas.
  • A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União em 22 de maio, e Flávia recorreu administrativamente e judicialmente.
  • Pelo acordo, a União promoverá a nomeação e a posse, e Flávia abrirá mão de eventuais pedidos de indenização, salários retroativos e outras reivindicações.
  • O ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, afirmou que o caso evidencia a necessidade de revisar os procedimentos de heteroidentificação e que a conciliação encerra a disputa de forma consensual.

A Advocacia-Geral da União firmou um acordo nesta segunda-feira (15) para garantir a nomeação e a posse de Flávia Medeiros no cargo de Oficial de Chancelaria do Serviço Exterior Brasileiro. Ela havia sido exonerada em maio após contestação sobre heteroidentificação no concurso do Itamaraty.

A medida envolve a AGU, a candidata e a banca responsável pela avaliação racial, que havia indeferido a autodeclaração de Flávia por apresentar características fenotípicas consideradas incompatíveis com cotas. Flávia recorreu administrativamente e judicialmente.

Segundo a AGU, o acordo viabiliza a nomeação e a posse, e Flávia abrirá mão de eventuais pedidos de indenização, salários retroativos e outras reivindicações relacionadas ao período fora do cargo. A exoneração foi publicada no DOU em 22 de maio.

Acordo e desdobramentos

Durante a assinatura, o ministro Jorge Messias afirmou que o caso evidencia a necessidade de revisar procedimentos de heteroidentificação adotados pelo poder público. A conciliação encerra a disputa judicial de forma consensual, segundo a AGU.

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