Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

AGU solicita intervenção do Brasil em processo de Rumble nos EUA contra Moraes

AGU solicita intervenção do Brasil em processo nos EUA contra Moraes para defender soberania nacional e imunidade de jurisdição e encerrar o caso

Governo brasileiro pretende encerrar processo movido por empresa americana contra o ministro do STF. (Foto: reprodução/TCE-SP)
0:00
Carregando...
0:00
  • A AGU afirmou que pedirá nesta segunda-feira (15) a intervenção formal do Brasil em ação nos EUA movida por Rumble e Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes, no tribunal da Flórida.
  • O objetivo é encerrar o processo, que tramita naquele estado, envolvendo decisões do STF sobre remoção de conteúdos em plataformas digitais.
  • A AGU sustenta que decisões do STF não podem ser revistas por tribunais estrangeiros, alegando violação de soberania e da independência do Poder Judiciário.
  • A defesa do Brasil argumenta imunidade de jurisdição, segundo o Direito Internacional, e que atos jurisdicionais soberanos não devem ser submetidos a cortes de outro país.
  • O governo pretende que o Brasil seja habilitado no processo; nos EUA, Moraes foi citado por e-mail, com prazo para resposta, ou possibilidade de revelia caso não haja manifestação.

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que pedirá formalmente a entrada do Estado brasileiro na ação movida nos EUA pelas empresas Rumble e Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O objetivo é encerrar o processo que tramita em um tribunal da Flórida.

A ação decorre de decisões de Moraes que determinaram a remoção de conteúdos em plataformas digitais. As empresas afirmam que tais decisões atingem interesses e operações vinculados aos Estados Unidos, levando a disputa para território americano.

A AGU informou que a intervenção do Brasil será requerida nesta segunda-feira, 15 de junho, para defender decisões do STF que não podem ser contestadas por tribunais estrangeiros. A medida sustenta que o tema envolve interesses institucionais do Estado brasileiro.

Defesa da soberania e imunidade de jurisdição

A AGU sustenta que permitir a revisão de decisões do STF por cortes estrangeiras representa afronta à soberania nacional e à independência do Judiciário. O órgão reforça que atos jurisdicionais brasileiros são protegidos pela imunidade de jurisdição reconhecida pelo Direito Internacional.

A estratégia prevê a habilitação formal do Brasil no processo em curso na Flórida, buscando defender interesses do Estado e afirmar que decisões da Suprema Corte não podem ser contestadas fora do Brasil.

A Justiça dos EUA autorizou, no dia 22 de maio, que Moraes fosse citado por e-mail pelas empresas autora da ação. A corte aguarda manifestação do ministro ou pedido de prorrogação do prazo para resposta, abrindo possibilidade de revelia.

Passos processuais e próximos desdobramentos

Caso não haja resposta no prazo, as empresas podem requerer o reconhecimento da revelia. A citação formal informa o andamento da ação e estabelece prazo para defesa, com comprovação de comunicação ao tribunal.

A AGU publicou um comunicado na íntegra descrevendo a intervenção como resposta à manifestação do STF, destacando que o Brasil não consentirá com a apreciação de decisões do STF por juízes estrangeiros.

A decisão da intervenção visa, segundo a AGU, promover a defesa dos interesses do Estado brasileiro e reforçar que decisões proferidas pela Suprema Corte não devem ser questionadas fora do Brasil.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais