- ABI diz que as grandes techs recusam regulamentação no Brasil e considera inadmissível o uso de conteúdos jornalísticos sem remuneração.
- A declaração foi feita pelo presidente da ABI, Octávio Costa, em entrevista ao Poder360 em 28 de maio de 2026, ao apontar resistência das empresas a regulamentação.
- Costa afirma que, apesar da IA, o jornalismo precisa manter o contato humano e que o impacto da IA nas redações já é muito forte.
- O dirigente também citou desgaste do jornalismo por divergências de opinião e afirmou que a credibilidade da profissão tem sido afetada pelo questionamento constante.
- Sobre as eleições de 2026, ele destaca a necessidade de sensibilidade para distinguir informações apuradas de fake news e alerta sobre possível ambiente de violência e intimidação para jornalistas.
O presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Octávio Costa, afirmou que é inadmissível o uso de conteúdos jornalísticos por grandes plataformas sem remuneração. A declaração foi dada em entrevista ao Poder360 em 28 de maio de 2026. No Brasil, Costa disse que as big techs são refratárias a qualquer tipo de regulamentação.
Ele destacou ainda que o jornalismo não deve perder o contato com o humano diante da progressão da inteligência artificial, mas admitiu que o impacto da IA nas redações já é notório. As afirmações envolvem a relação entre jornalismo, tecnologia e regras no ambiente digital.
Costa afirmou que o desempenho das redações tende a sofrer com divergências de opinião entre leitores e profissionais, o que pode afetar a credibilidade da profissão. Em relação às eleições de 2026, ele alertou sobre a necessidade de leitura crítica para distinguir informações apuradas de conteúdos falsos.
Regulamentação e IA
O tema central é a posição de entidades jornalísticas diante da regulação das plataformas. A ABI defende remuneração por uso de conteúdo jornalístico e cobrança de medidas que favoreçam a transparência. A conversa ressalta a vigilância sobre desinformação em período eleitoral.
Sobre Octávio Costa
Costa atua na ABI desde 1974 e foi eleito presidente em 15 de maio de 2022. Possui carreira de mais de cinco décadas no jornalismo, com passagem por veículos como Globo, Veja, Exame e Jornal do Brasil. Recebeu dois Prêmios Esso e uma menção no Prêmio Herzog.
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