- Flávio Bolsonaro defende manter o Bolsa Família como direito adquirido e ampliar o período de proteção para quem conseguir emprego formal ou abrir empresa.
- O pré-candidato propõe isenção do Imposto de Renda para quem tenha rendimentos de até R$ 5.000, sem detalhes de financiamento.
- A ideia de alongar a proteção não detalha como seria implementada, nem prazos ou mecanismos de pagamento.
- Hoje, quem consegue emprego com carteira assinada recebe 50% do benefício anterior por até dois anos, desde que a renda por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo.
- O senador citou críticas à gestão da imprensa durante o governo do pai, prometendo adotar postura diferente caso seja eleito.
Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência, defendeu manter o Bolsa Família como direito adquirido e sugeriu isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil. A declaração ocorreu nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, durante o fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja, em São Paulo.
O parlamentar propôs ampliar o período de proteção aos beneficiários que passam a trabalhar formalmente ou abrem uma empresa, para evitar a perda do benefício de imediato. Ele argumentou que muitos recebem o Bolsa Família enquanto atuam na informalidade por medo de perder a ajuda.
Atualmente, quem consegue emprego com carteira assinada recebe 50% do valor anterior por dois anos, desde que a renda per capita da família não supere meio salário mínimo. Flávio Bolsonaro não detalhou como seria implementada a ampliação nem apresentou prazos ou fontes de financiamento para a medida.
Isenção do IR até R$ 5 mil por mês
O pré-candidato afirmou ser favorável à isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda mensal até R$ 5 mil. Segundo ele, a mudança exigiria compensação sem aumentar impostos. Não foram apresentados números oficiais sobre o gasto nem as fontes de compensação.
O senador também criticou a gestão de Jair Bolsonaro, apontando problemas no tratamento dado à imprensa durante o governo anterior. Ele assegurou que sua atuação, caso eleito, terá posição diferente em relação aos veículos de comunicação.
Flávio Bolsonaro não detalhou como pretendem financiar a ampliação do programa de proteção e a isenção do IR. O anúncio ocorreu sem cronogramas oficiais ou mecanismos de implementação.
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