- O governador de Ohio, Mike DeWine, (Republicano) pediu aos legisladores que acabem com a pena de morte no estado.
- DeWine disse que a justificativa moral para a pena de morte não existe mais e que ela não funciona como dissuasora de crimes violentos.
- O governador, que está no cargo até o fim do mandato, ajudou a reinstaurar a pena de morte há décadas, mas tem adiado execuções.
- Em Ohio, execuções tornaram-se raras; menos de um quinto das pessoas condenadas à morte desde então foram executadas, e o tempo de espera pode exceder duas décadas.
- Entre as consequências, dezenas de presos morreram por causas naturais ou suicídio no interim, e 89 foram removidos do corredor da morte por decisões judiciais.
O governador de Ohio, Mike DeWine, anunciou nesta terça-feira a defesa da abolição da pena de morte no estado, rompendo com o posicionamento de seus correligionários republicanos. A proposta foi apresentada em uma coletiva de imprensa.
DeWine, que está com o mandato limitado, ajudou a restabelecer a pena de morte em Ohio após uma pausa de décadas, mas tem historicamente adiado execuções durante sua gestão. Em nível nacional, o uso da pena de morte caiu, em meio à dificuldade de acesso a fármacos letais e a disputas judiciais sobre outros métodos.
Ele afirmou que a justificativa moral para votar pela pena de morte não existe mais, e que o instrumento não funciona como dissuasor de crimes violentos. Segundo o governador, as execuções se tornaram raras em Ohio, com menos sentenças proferidas e prazos mais longos para a conclusão dos processos.
Contexto e dados
A legislação de 1981, coassinado por DeWine quando era senador, reinstalou a pena de morte em Ohio após uma decisão histórica da Suprema Corte. Desde então, menos de um quinto das pessoas condenadas à morte foram, de fato, executadas.
O tempo de espera para execução pode ultrapassar duas décadas, afirmou DeWine. Enquanto isso, dezenas de condenado morreram por causas naturais ou por suicídio, e 89 foram removidos do corredor de execução por decisões judiciais.
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