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Igreja Adventista mantém neutralidade política diante avanço bolsonarista

Igreja Adventista do Sétimo Dia reforça neutralidade política e orienta líderes a evitar atividades partidárias durante o período eleitoral

Celebração em templo da Igreja Adventista do Sétimo Dia
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  • A Igreja Adventista do Sétimo Dia reforçou a neutralidade política, reiterando a separação entre igreja e Estado e orientando líderes a não se envolverem em atividades político-partidárias.
  • O movimento é atribuído a fatores ligados às eleições e à necessidade de distinguir atuação religiosa de participação política, com recomendação de prudência nas redes sociais.
  • A prática política não é proibida, mas não há apoio institucional para candidaturas ou atividades partidárias; uso de recursos da igreja para campanhas é vedado.
  • A igreja anunciou a retirada de instruções anteriores sobre participação de fiéis em manifestações públicas, prometendo tratar do tema em textos futuros, o que gerou dúvidas entre membros.
  • Uma pesquisa do Pew Research Center citada na nota mostra que, na América Latina, a maioria aposta em presidentes que defendam crenças religiosas, com maior peso entre evangélicos.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) reforçou sua posição de neutralidade política, orientando líderes a não se envolverem em atividades político-partidárias. O objetivo é manter a separação entre igreja e Estado, conforme a instituição, uma das maiores do país, explica que cada esfera cumpre funções distintas.

O documento aponta dois motivadores para o recado: a proximidade das eleições e a necessidade de lembrar fiéis de que a participação partidária não deve conflitar com os propósitos religiosos. A orientação também estabelece que quem exerce funções políticas não pode representar a igreja de forma institucional.

Segundo o porta-voz da IASD na América do Sul, Jorge Rampogna, a postura busca prudência no uso das redes sociais e evita que a política tenha espaço nas atividades administrativas da igreja. A recomendação é que temas espirituais e missionários recebam prioridade entre lideranças e membros.

A instituição deixa claro que a política pode ser debatida como meio legítimo de defender valores cristãos, mas sem apoio institucional. Pastores, obreiros e funcionários que concorrem a cargos devem deixar funções religiosas, assim como qualquer atuação em assessorias ou campanhas. Recursos da igreja não devem financiar campanhas.

Entre as mudanças, a IASD retirou orientações prévias sobre participação em manifestações públicas, prometendo tratar do tema em textos futuros. A ausência de diretrizes definidas gerou dúvidas entre congregados sobre limites de atuação durante o período eleitoral.

Especialistas avaliam que o distanciamento político da IASD contrasta com relatos de adesões de parte de seus quadros ao bolsonarismo. Pesquisas citadas pelo documento destacam o papel da religião na percepção de governança entre evangélicos na região.

A nota também traz contexto institucional: a IASD se coloca como herdeira do protestantismo, mantendo forte atuação na saúde e educação com uma rede de escolas e hospitais. No Brasil, são cerca de 20 mil congregações e 1,8 milhão de membros, segundo dados da igreja.

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