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Justiça arquiva processo contra jornalista perseguido por Zambelli

Processo de difamação contra o jornalista é arquivado após vaquinha quitar multa de R$ 2.216,30, com extinção da punibilidade

Juiz que determinou prisão do jornalista por não pagar multa de R$ 2.216,30 arquiva processo após vaquinha popular quitar dívida
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  • Justiça de São Paulo declarou extinta a punibilidade do jornalista Luan Araújo no processo de difamação movido por Carla Zambelli, encerrando a ação penal.
  • A decisão, assinada pelo juiz José Fernando Steinberg, ocorreu nesta segunda-feira, 15, após a vaquinha online quitar a dívida de R$ 2.216,30 em multas e prestações.
  • O jornalista tinha sido preso no início de junho pelo não pagamento da multa, mas a mobilização social serviu para reverter a medida.
  • A defesa destacou a hipossuficiência financeira de Araújo e afirmou que o apoio da sociedade foi essencial para a reversão da decisão.
  • Zambelli havia perseguido Araújo na véspera da eleição de 2022 com arma em punho; em outra ação, o STF condenou a ex-deputada a cinco anos e três meses de prisão pelo caso.

A Justiça de São Paulo declarou extinta a punibilidade do jornalista Luan Araújo no processo por difamação movido pela ex-deputada Carla Zambelli. O arquivamento encerra a ação penal, conforme decisão assinada pelo juiz José Fernando Steinberg.

O magistrado reconheceu o cumprimento das penas após uma vaquinha online viabilizar o pagamento de 2.216,30 reais em multas e prestações pecuniárias. Inicialmente, o próprio juiz havia determinado a prisão do jornalista por não pagar a multa.

A ofensiva judicial teve início com uma nota publicada no portal Diário do Centro do Mundo, na qual Araújo afirmou que Zambelli era seguida por uma “seita de doentes de extrema-direita” e integrava uma “extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”.

A disputa entre Zambelli e Araújo ganhou notoriedade em 2022, quando a ex-deputada foi flagrada com arma na véspera do segundo turno das eleições presidenciais. Ela acabou condenada pelo STF a cinco anos e três meses de prisão por esse episódio.

Antes disso, Zambelli já enfrentava condenação em outros casos, incluindo uma sentença do STF por invasão a sistema do CNJ. A deputada teve prisão determinada pela corte italiana por extradição, mas o pedido foi posteriormente anulado pela Justiça italiana.

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