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Justiça revoga prisão de jornalista perseguido por Zambelli e arquiva caso

Justiça de São Paulo extingue punibilidade de jornalista após pagamento de R$ 2.216,30, encerrando processo movido por Carla Zambelli

Jornalista foi condenado por difamação contra Zambelli após episódio da perseguição armada em 2022. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
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  • A Justiça de São Paulo revogou a ordem de prisão do jornalista Luan Araújo no processo por difamação contra Carla Zambelli, e o caso foi arquivado após pagamento de R$ 2.216,30.
  • Em 2022, Zambelli perseguiu o jornalista pelas ruas de São Paulo, e ele publicou que ela era “seguida por uma seita de doentes de extrema-direita”.
  • Em 2024, Araújo foi condenado por difamação; no início deste mês, a Justiça determinou o cumprimento da pena em regime aberto após ele não pagar parte da multa.
  • A defesa afirma que a pena foi extinta após o cumprimento integral das penas, viabilizado por uma vaquinha que arrecadou o valor devido.
  • O caso envolve ainda processos relacionados à ex-deputada: o Supremo Tribunal Federal já a condenou a cinco anos de prisão pela perseguição armada e a dez anos pela invasão do CNJ; ela ficou na Itália até 22 de maio, quando a extradição foi anulada e ela foi solta.

A Justiça de São Paulo revogou nesta segunda-feira (15) a ordem de prisão do jornalista Luan Araújo no processo por difamação contra Carla Zambelli (PL-SP). O caso foi arquivado após o pagamento de uma multa de R$ 2.216,30. A decisão foi proferida pela Vara do Juizado Especial Criminal da Barra Funda.

Em 2022, Zambelli perseguiu o jornalista pelas ruas de São Paulo. Araújo escreveu um artigo para o Diário do Centro do Mundo alegando que a ex-deputada era “seguida por uma seita de doentes de extrema-direita”. Ele foi processado e, em 2024, condenado pela acusação.

No início deste mês, a Justiça havia determinado o cumprimento da pena em regime aberto, após Araújo não quitar parte da multa. A defesa informou que o valor foi arrecadado por meio de uma vaquinha online e que o juiz reconheceu o cumprimento integral das penas.

Contexto do desfecho

Segundo a defesa, o juiz José Fernando Steinberg declarou a pena extinta, encerrando a ação penal. A campanha de arrecadação foi citada como fundamental para reverter a determinação anterior de prisão, destacando a hipossuficiência financeira de Araújo.

O portal de notícias também refere que o Supremo Tribunal Federal condenou Zambelli a 5 anos de prisão pela perseguição armada, e a 10 anos pela invasão do CNJ. A ex-deputada estava presa na Itália desde 29 de julho de 2025, até 22 de maio, quando a Suprema Corte de Cassação de Roma anulou a extradição e liberou Zambelli.

Situação atual de Zambelli

A defesa de Araújo divulgou nota informando que a punição foi extinta e que a decisão acatou o cumprimento integral das penas. A nota ressalta o papel da mobilização social e agradece aos apoiadores que contribuíram para o desfecho.

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