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Novo em SC desconvoca Zema; sigla mineira critica ato como desrespeito

Desconvite a Romeu Zema em Santa Catarina é interpretado como desrespeito pelo Novo em Minas, ampliando atrito entre siglas e pressões internas de alinhamento político

Romeu Zema, de terno e gravata,com a cabeça inclinada -- Metrópoles
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  • O Novo de Santa Catarina desconvocou Romeu Zema, ex-governador e pré-candidato à Presidência, para um evento previsto para o início de julho; o presidente do Novo em Minas Gerais, Cristopher Laguna, reagiu dizendo que isso é desrespeito ao presidente nacional, Eduardo Ribeiro.
  • Laguna afirmou que a decisão não representa o Novo nacional e pode ter sido influenciada por pressão de uma ala bolsonarista dentro do partido.
  • O diretório de Santa Catarina informou que a decisão foi tomada após articulação interna entre mandatários e pré-candidatos.
  • Diretórios de SC e do Paraná, alinhados ao Partido Liberal, têm demonstrado insatisfação com as críticas de Zema a Flávio Bolsonaro e ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela PF.
  • O diretório catarinense destacou a necessidade de união entre partidos de direita para evitar a reeleição do presidente Lula.

O desconvite ao ex-governador Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo, feito pelo diretório de Santa Catarina, foi visto como desrespeitoso pelo presidente estadual da sigla, Cristopher Laguna, em Minas Gerais. A ideia era tirar o mineiro de um encontro do partido previsto para o início de julho, em Santa Catarina.

Laguna afirmou que a decisão catarinense não reflete o posicionamento do Novo no federal e caracteriza-se como desrespeito ao presidente nacional, Eduardo Ribeiro. A reação reforça a impressão de descompasso entre as lideranças regionais e a direção central.

O Diretório de Santa Catarina informou, por meio da assessoria, que a decisão decorreu de articulações internas entre mandatários e pré-candidatos. O Mineiro era convidado para o evento de julho, que busca consolidar alianças no cenário nacional.

Divergência interna no Novo

Laguna avaliou que pode haver pressão interna no diretório catarinense de alinhamento com o bolsonarismo, o que teria influenciado a decisão. Ele disse que não representa a postura de Minas nem de outros estados e que o Novo precisa manter unidade entre seus filiados.

No contexto, autoridades do Novo enfrentam desconforto com críticas de Romeu Zema a figuras como Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela polícia federal por fraudes em valores estimados acima de 50 bilhões de reais. Direções do Paraná e Santa Catarina mostraram sinais de insatisfação.

Mesmo assim, o SC enfatizou que a direita precisa estar unida para evitar a reeleição de Lula. A assessoria catarinense destacou que a conjuntura atual exige cooperação entre as siglas para ampliar a capilaridade política e manter o foco no envio de propostas ao eleitor.

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