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Nunes Marques pauta votação de processo contra Centrão parado há mais de um ano

Presidente do TSE pautará plenário de ação contra deputados do PP de Goiás após atraso de um ano e quatro meses

Presidente do TSE levará caso ao plenário após ‘Estadão’ questioná-lo sobre o período de um ano e quatro meses em que ação ficou engavetada em seu gabinete
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  • O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, pautou para plenário a votação de ação da Procuradoria-Geral Eleitoral que pede a cassação de três deputados estaduais do PP de Goiás.
  • A ação foi engavetada por um ano e quatro meses, conforme o Estadão, desde outubro de 2024, até ser pautada recentemente.
  • Nunes Marques manteve o caso como relator ao assumir a presidência do TSE, contrariando a prática de redistribuição automática de processos.
  • A decisão de levar o caso a plenário ocorreu após questionamentos da imprensa sobre o atraso; o julgamento está previsto para terça-feira, 16.
  • A denúncia envolve suposta candidatura de mulheres como candidatas fantasmas em 2022 para fraudar a cota de gênero na chapa do PP de Goiás.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, pautou a votação de um processo movido pela Procuradoria-Geral Eleitoral que pede a cassação de três deputados estaduais do PP de Goiás. A decisão ocorreu após questionamento do Estadão sobre a demora de 1 ano e 4 meses para levar o caso a plenário. A ação será julgada na próxima terça-feira, dia 16, no âmbito do TSE em Brasília.

O caso chegou ao TSE em outubro de 2024, quando Nunes Marques foi indicado relator. Em fevereiro de 2025, a Procuradoria-Geral Eleitoral apresentou parecer contrário ao PP. Desde então, não houve decisão nem previsão de julgamento pelo plenário, segundo documentos oficiais.

Contexto do caso

Ao assumir a presidência do TSE em maio, Nunes Marques manteve o processo sob sua relatoria, contrariando a prática usual de redistribuição automática de ações ao deixar a chefia. O tribunal possui uma portaria de 2010 que prevê redistribuição quando há afastamento definitivo do relator, ou se o presidente é eleito. O relator justificou a permanência citando uma regra interna de tribunais superiores.

Implicações e denúncias

A ação envolve denúncia do PL e do DC em Goiás, que apontou apoio de candidatas femininas supostamente fantasmas para fraudar a cota de gênero na eleição de 2022. A prática, conforme alegado, teria permitido lançar mais candidatos homens e aumentar as chances de vitória da chapa. A pauta para o plenário está marcada, com desdobramentos políticos e jurídicos a depender do voto dos ministros.

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